Ser gaúcho, principalmente nos dias de hoje, não é só vestir-se feito um vaqueiro dos pampas, segurar uma cuia com erva-mate na mão e falar “Che” (ou tchê, aportuguesando a expressão). Ser gaúcho é fazer parte de um povo marcado por guerras e resistências a humilhações e tentativas de domínio, tanto contra brasileiros quanto contra castelhanos. É saber, no mais fundo de nossas almas, que nós somos fortes, resistimos ao frio, vento, geada, neve, calor, sol, eventos da natureza; agüentamos todas as tramóias vindas lá do Distrito Federal e mesmo assim, sendo um dos estados mais prejudicados pelos governos, de onde se tira muito dinheiro, temos mais educação e trabalhamos o dobro do que os estados que se direcionam para as demais localidades deste “continente” chamado Brasil. Essa alma batalhadora vem dos nossos povos que viviam na região dos pampas. Os índios que, depois dos domínios portugueses e espanhóis, foram obrigados a viver nas cidades e trabalhar dobrado para sustentar suas coroas, formando os países Argentina, Uruguai e o nosso Rio Grande do Sul. Estes índios, de alma guerreira, que não se deixam derrubar, que quando acham que alguma coisa está errada, vão para a rua bater panela ou protestar contra as injustiças deste mundo, sem se preocupar com o seu umbigo apenas, batalhando, ao velho estilo famoso e simbolizado na imagem dos três mosqueteiros britânicos – um por todos e todos por um – mesmo que isso os leve a morte.
As coisas por aqui nunca foram muito pacíficas. Ao mesmo tempo que a terra tinha donos, era uma terra de ninguém. Segundo o tratado de Tordesilhas, seríamos espanhóis, só que, nas reviravoltas que a história está acostumada a narrar mundo a fora, tomamos um rumo diferente. O que definiu no primeiro momento da exploração do território americano que o Rio Grande do Sul seria português, e portanto brasileiro, foi um rio, famoso por batalhas épicas e muito sangue derramado, o Rio da Prata. Martim Afonso de Souza, depois de naufragar e ser socorrido por seu irmão, Pero Lopes de Souza, chega na barra de Rio Grande (Batizada assim por acharem que a lagoa dos patos se tratava de um grande Rio). Por ainda ser território Espanhol e a capitania de Pero Lopes era a chamada Santana (Atual Santa Catarina) ficou intacto. Portugal sabia da região e a explorava clandestinamente, a Espanha ainda não tinha total conhecimento do território, avistava com olhos financeiros a região dos Andes, onde haviam as grandes civilizações americanas. Ao fazer o mapa da América, Bartolomeu Velho coloca o território gaúcho como Capitania Del Rei, ou seja, era território pertencente ao Rei. Como sabemos, neste período, 1580, Portugal e Espanha eram reinadas pelo Rei Filipe, e portanto, tudo que era português, espanhol também era.
Em 1626 foi fundado o primeiro povoado do Rio Grande do Sul. O padre Roque Gonzáles de Santa Cruz criou o “pueblo de San Nicolas” no vale do Piratini. 2 anos depois ele foi trucidado pelos próprios índios que tentara catequizar. Visto que sem reforços seria quase impossível dominar a alma dos indígenas dos pampas, fundaram 18 núcleos de catequese indígena no Rio Grande do Sul (Conhecido na época como província do Tape) que ao chegarem, trouxeram o gado para o território gaúcho, porém também não deu certo e novamente foram destruídos os núcleos. Somente quase 40 anos depois conseguiram fixar um núcleo no Rio Grande. Em 1680 se estabelece os Sete Povos das Missões, bem organizados e controlados. Quando chegaram os jesuítas aqui, depois destes 40 anos, encontraram um território absurdamente povoado por bovinos, herança deixada pelos 18 núcleos que foram destroçados anteriormente pelos indígenas, os animais se reproduziram de maneira inexplicável e lotaram o território do Rio Grande do Sul e Uruguai, fazendo com que até hoje sejam uma das maiores riquezas da região. Atualmente no Rio grande do Sul calcula-se que aproximadamente existem 13,6 milhões de cabeças de gado no estado. ( "www.fee.tche.br/sitefee/download/documentos_fee_53.pdf". Acessado em: Ago/2009 )
E o Gaúcho, onde ele aparece? No cenário marcado por gado e guerra, emerge o gaúcho. Nos primeiros tempos ele era o guasca, o gaudério, um marginal “sem lei nem rei”, aquele que “morava na sua camisa, debaixo de seu chapéu, montado em seu cavalo” e percorria aquela “terra de ninguém” que futuramente se torna o Rio Grande do Sul. Estes gaudérios eram, na maioria das vezes, resquícios daqueles índios que se negavam a catequese dos jesuítas e fugiam para o campo. Com o tempo o termo gaudério foi substituído pelo gaúcho, onde seu primeiro registro foi num documento de Dom Pablo Carbonell, no ano de 1771, onde ele refere-se a alguns “gahuchos” que fugiam de soldados espanhóis. Aos poucos, principalmente nos séculos XVIII e XIX, estes gaúchos foram se incorporando na sociedade, prestavam serviços aos estanceiros, nas charqueadas e trabalhos do campo, e faziam parte dos exércitos em troca de terras e produtos para auto-sustentação como alimentos, animais e etc. O Gaúcho começa a ser respeitado, admirado e exaltado como um grande herói depois da Revolução farroupilha e em seguida da guerra do Paraguai, onde fileiras destes homens venceram as batalhas e deram a glória (muito debatida hoje em dia se fora realmente um ato heróico, como o exército brasileiro se orgulha e exalta, ou se fora um grande massacre sem dó nem piedade, como os historiadores argumentam através de documentos e histórias) para o Brasil e para o estado do Rio Grande do Sul.
Enfim, o gaúcho surgiu nos índios, que povoavam as terras da América em paz, de certa forma, até que chegou o europeu e tomou posse deste território como se fossem donos do mundo, impondo leis, limites e tarefas a estes povos que terminaram por se extinguir depois de muito sangue derramado e tentativas de resistência mal sucedidas.
O que nos resta hoje é a tradição de cultivar a cultura gaúcha e a nossa alma, que essa sim, nunca irá se extinguir, pois somos o que somos e não o que os outros querem que sejamos, essa alma guerreira que nos mostra fortes a cada pedra que encontramos no caminho e nos leva a conduzir os problemas do mundo e do dia-a-dia com maestria, sem deixar-nos prejudicar ou perder nossas virtudes, como mostra no nosso hino: “não basta para ser livre, ser um povo forte aguerrido e bravo” pois “povos que não tem virtude, acabam por ser escravos”.
Bibliografia:
MACIEL, Maria Eunice. Memória, Tradição e Tradicionalismo no Rio Grande do Sul. UFRGS. 2004.
MAGALHÃES, Mario Osório. História do Rio Grande do Sul (1626 – 1930). Pelotas: Editora Armazém Literário, 2002.
MEYER, Augusto. Gaúcho, história de uma palavra. Porto Alegre: Cadernos do Rio Grande, IEL, Divisão de Cultura. SEC. 1957.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Arqueologia Conceitual
Este artigo foi recentemente publicado na Revista da UNICAMP ( http://www.historiahistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=219 ). Obrigado a todos que me apoiam, em especial aos Drs. Alexandre Navarro e Lúcio Menezes, estou muito feliz!
Este texto foi escrito visando abordar algumas teses que rondam a Arqueologia no sentido de defini-la conceitualmente. Ao ser perguntado de como eu definiria a Arqueologia, o que eu poderia dizer? Seria fácil definir arqueologia com a simples frase: "é a ciência que estuda a história através de artefatos" ou se ela não fosse uma ciência com um objeto de trabalho definido e todos nós fossemos arqueólogos como Schliemann que era apenas um comerciante que viajava pela Europa no início do século e hoje é um nome respeitado entre os arqueólogos. O fato é que a Arqueologia é uma ciência tentando demarcar seu território, definindo seu espaço entre as ciências já existentes, respeitando seus limites e tentando explicar, através de suas técnicas e métodos de trabalho, o que é um limite para outras ciências como é o caso da sua relação com a História.
Nesta relação com a História e o que a Arqueologia traz de informações que estão fora do alcance nos estudos históricos, estamos dando ênfase para a pré-história (claro que todos nós sabemos que Arqueologia não vive só de pré-história, ela também estuda objetos de todas as épocas complementando e aumentando o número de informações que obtemos nos estudos históricos) que não existia escrita, documentos, o que a impossibilita de ser estudada pela História, pelo menos sem o auxílio dos arqueólogos. A exemplo disso temos a história dos povos africanos que tudo que sabemos até hoje sobre a maioria desses povos se deve muito a Arqueologia que desvenda desenhos rupestres, objetos entre outros registros que não possuem escrituras devido a inexistência da forma escrita dos dialetos destes povos. Em "Arqueologia de la Naturaleza/Naturaleza de la Arqueologia" (Arqueologia da natureza/natureza da arqueologia), Haber aborda este tema:
“Fixar o limite do arqueológico, já incluindo e excluindo o moderno, implica necessárias decisões que não só vinculam nossas noções de tempo, mas também nossas idéias sobre a distância na qual mantemos o objeto - curiosa esta necessidade minha de dizer isto no âmbito de uma disciplina cujos contornos estão definidos pela Pré-história.” (HABER, 2004: pg. 16).
Não deixa dúvidas entre os profissionais e acadêmicos da Arqueologia que ela teve sua origem na tentativa de desvendar os mistérios da pré-história. Neste ramo ela se iniciou e vem mostrando sua importância também nos outros ramos da História como complemento de informações e respostas a questões que não são respondidas em documentos.
Mas, de fato, o que é a Arqueologia?
No meu ponto de vista, ela estuda sim a História (ao contrário do que muitos arqueólogos pensam), e é sim uma Ciência Humana. Estuda a História através dos objetos e restos (sejam restos de matéria humana – corpos – sejam objetos fabricados por eles ou resquícios de suas fabricações), deixados por sociedades que habitaram o local escavado. Ela desvenda os mistérios sobre os ritos e culturas dos povos que habitavam uma determinada região e também mostra a sua colaboração para a modificação deste local, de sua natureza.
Numa concepção parecida, ao responder esta mesma pergunta, Funari expõe seu ponto de vista sobre a Arqueologia em seu texto: “O que é Arqueologia?”:
“ [...] não há consensos, sendo a própria Arqueologia uma ciência em construção. Do meu ponto de vista a Arqueologia estuda os sistemas socioculturais, sua estrutura, funcionamento e transformações com o decorrer do tempo a partir da totalidade material transformada e consumida pela sociedade. [...] tem como objetivo a compreensão das sociedades humanas e, como objeto de pesquisa imediato, objetos concretos.” (FUNARI, 2003: pg. 16).
É um ponto de vista interessante que complementa o que eu falava a respeito.
Alguns autores desvinculam a Arqueologia da História (como é o caso de Binford) alegando que “registros arqueológicos não podem ser símbolos, palavras ou conceitos, são apenas materiais que se distribuíram na natureza e a única maneira de entendê-los seria averiguando sua origem e como tomaram sua forma atual”.
Seguindo a linha de pensamento de Binford (BINFORD, 1988: pg. 27), eu poderia escrever “A história de uma pedra: sua ontogenia e explicação de como foi parar no quintal da minha casa”, ou seja, seria uma materialização total da arqueologia, usando suas técnicas para uma observação de materiais sem olhos e curiosidades de historiador. Creio que isso não venha a ser o interesse comum e nem o nosso principal objeto de estudos.
Para finalizar, o processo evolutivo em andamento da Arqueologia tem um futuro promissor se seguir a mesma linha que está seguindo. Cada vez mais ela adquire mais respeito e importância para o mundo acadêmico e para a humanidade como um todo. Cada vez mais as pessoas se interessam pela ciência (que existe desde o século XVIII e teve sua profissionalização no século XIX) e cada vez mais forma-se arqueólogos capazes de discutir suas teses ao redor do mundo. Ainda o número de Arqueólogos é muito escasso, tratando-se de Brasil, por exemplo, existe uma média de apenas 200 profissionais. É muito pouco para um país de grande extensão e uma diversificada história pré-européia como o nosso.
A ligação da Arqueologia com a História e a Antropologia é inevitável, as três ciências andam de mãos dadas e unidas abrem os olhos da sociedade para a realidade que a ciência traz a tona desvendando – permita-me expressar de uma maneira romântica – os mistérios e mitos sobre o passado.
Os objetivos comuns com as outras ciências sociais trazem a Arqueologia para perto delas, podendo sim defini-la como uma ciência social que também necessita de uma análise interdisciplinar para cada objeto de estudo, e é este objeto que diferencia a Arqueologia das demais e lhe dá importância fundamental em meio às ciências humanas.
Bibliografia:
BINFORD, L. Descifrando el Registro Arqueológico. In: En Busca del Pasado. Barcelona: Crítica. 1988, pp. 23-34.
FUNARI, P. P. O que é Arqueologia? São Paulo: Contexto, 2003.
HABER., A. La Arqueologia de La naturaleza / Naturaleza de La Arqueologia. In: HABBER, Alejandro (org). Hacia una Arqueologia de lãs Arqueologias Sudamericanas. Bogotá: Ediciones Uniandes, 2004. pp. 15-32.
Este texto foi escrito visando abordar algumas teses que rondam a Arqueologia no sentido de defini-la conceitualmente. Ao ser perguntado de como eu definiria a Arqueologia, o que eu poderia dizer? Seria fácil definir arqueologia com a simples frase: "é a ciência que estuda a história através de artefatos" ou se ela não fosse uma ciência com um objeto de trabalho definido e todos nós fossemos arqueólogos como Schliemann que era apenas um comerciante que viajava pela Europa no início do século e hoje é um nome respeitado entre os arqueólogos. O fato é que a Arqueologia é uma ciência tentando demarcar seu território, definindo seu espaço entre as ciências já existentes, respeitando seus limites e tentando explicar, através de suas técnicas e métodos de trabalho, o que é um limite para outras ciências como é o caso da sua relação com a História.
Nesta relação com a História e o que a Arqueologia traz de informações que estão fora do alcance nos estudos históricos, estamos dando ênfase para a pré-história (claro que todos nós sabemos que Arqueologia não vive só de pré-história, ela também estuda objetos de todas as épocas complementando e aumentando o número de informações que obtemos nos estudos históricos) que não existia escrita, documentos, o que a impossibilita de ser estudada pela História, pelo menos sem o auxílio dos arqueólogos. A exemplo disso temos a história dos povos africanos que tudo que sabemos até hoje sobre a maioria desses povos se deve muito a Arqueologia que desvenda desenhos rupestres, objetos entre outros registros que não possuem escrituras devido a inexistência da forma escrita dos dialetos destes povos. Em "Arqueologia de la Naturaleza/Naturaleza de la Arqueologia" (Arqueologia da natureza/natureza da arqueologia), Haber aborda este tema:
“Fixar o limite do arqueológico, já incluindo e excluindo o moderno, implica necessárias decisões que não só vinculam nossas noções de tempo, mas também nossas idéias sobre a distância na qual mantemos o objeto - curiosa esta necessidade minha de dizer isto no âmbito de uma disciplina cujos contornos estão definidos pela Pré-história.” (HABER, 2004: pg. 16).
Não deixa dúvidas entre os profissionais e acadêmicos da Arqueologia que ela teve sua origem na tentativa de desvendar os mistérios da pré-história. Neste ramo ela se iniciou e vem mostrando sua importância também nos outros ramos da História como complemento de informações e respostas a questões que não são respondidas em documentos.
Mas, de fato, o que é a Arqueologia?
No meu ponto de vista, ela estuda sim a História (ao contrário do que muitos arqueólogos pensam), e é sim uma Ciência Humana. Estuda a História através dos objetos e restos (sejam restos de matéria humana – corpos – sejam objetos fabricados por eles ou resquícios de suas fabricações), deixados por sociedades que habitaram o local escavado. Ela desvenda os mistérios sobre os ritos e culturas dos povos que habitavam uma determinada região e também mostra a sua colaboração para a modificação deste local, de sua natureza.
Numa concepção parecida, ao responder esta mesma pergunta, Funari expõe seu ponto de vista sobre a Arqueologia em seu texto: “O que é Arqueologia?”:
“ [...] não há consensos, sendo a própria Arqueologia uma ciência em construção. Do meu ponto de vista a Arqueologia estuda os sistemas socioculturais, sua estrutura, funcionamento e transformações com o decorrer do tempo a partir da totalidade material transformada e consumida pela sociedade. [...] tem como objetivo a compreensão das sociedades humanas e, como objeto de pesquisa imediato, objetos concretos.” (FUNARI, 2003: pg. 16).
É um ponto de vista interessante que complementa o que eu falava a respeito.
Alguns autores desvinculam a Arqueologia da História (como é o caso de Binford) alegando que “registros arqueológicos não podem ser símbolos, palavras ou conceitos, são apenas materiais que se distribuíram na natureza e a única maneira de entendê-los seria averiguando sua origem e como tomaram sua forma atual”.
Seguindo a linha de pensamento de Binford (BINFORD, 1988: pg. 27), eu poderia escrever “A história de uma pedra: sua ontogenia e explicação de como foi parar no quintal da minha casa”, ou seja, seria uma materialização total da arqueologia, usando suas técnicas para uma observação de materiais sem olhos e curiosidades de historiador. Creio que isso não venha a ser o interesse comum e nem o nosso principal objeto de estudos.
Para finalizar, o processo evolutivo em andamento da Arqueologia tem um futuro promissor se seguir a mesma linha que está seguindo. Cada vez mais ela adquire mais respeito e importância para o mundo acadêmico e para a humanidade como um todo. Cada vez mais as pessoas se interessam pela ciência (que existe desde o século XVIII e teve sua profissionalização no século XIX) e cada vez mais forma-se arqueólogos capazes de discutir suas teses ao redor do mundo. Ainda o número de Arqueólogos é muito escasso, tratando-se de Brasil, por exemplo, existe uma média de apenas 200 profissionais. É muito pouco para um país de grande extensão e uma diversificada história pré-européia como o nosso.
A ligação da Arqueologia com a História e a Antropologia é inevitável, as três ciências andam de mãos dadas e unidas abrem os olhos da sociedade para a realidade que a ciência traz a tona desvendando – permita-me expressar de uma maneira romântica – os mistérios e mitos sobre o passado.
Os objetivos comuns com as outras ciências sociais trazem a Arqueologia para perto delas, podendo sim defini-la como uma ciência social que também necessita de uma análise interdisciplinar para cada objeto de estudo, e é este objeto que diferencia a Arqueologia das demais e lhe dá importância fundamental em meio às ciências humanas.
Bibliografia:
BINFORD, L. Descifrando el Registro Arqueológico. In: En Busca del Pasado. Barcelona: Crítica. 1988, pp. 23-34.
FUNARI, P. P. O que é Arqueologia? São Paulo: Contexto, 2003.
HABER., A. La Arqueologia de La naturaleza / Naturaleza de La Arqueologia. In: HABBER, Alejandro (org). Hacia una Arqueologia de lãs Arqueologias Sudamericanas. Bogotá: Ediciones Uniandes, 2004. pp. 15-32.
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