<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450</id><updated>2011-11-29T18:06:25.111-08:00</updated><title type='text'>Blog do Ivan Pinheiro</title><subtitle type='html'>Blog para análise e discussão de assuntos diversos como História, Arqueologia, Política, Economia, Música, Teatro, Esportes, Artes, entre vários outros.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-5541945702404436902</id><published>2011-10-13T11:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T18:32:30.964-07:00</updated><title type='text'>A história resumida sobre: POLÍTICA EXTERNA NO 2º REINADO E A GUERRA DO PARAGUAI</title><content type='html'>Muito bem... Começamos então com nossas aulas resumidas. Eis pontos fundamentais que devemos saber ao fazer um vestibular sobre a Política Externa no Segundo Reinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Relações Brasil x Inglaterra;&lt;br /&gt; 1.1 - Dependência Econômica;&lt;br /&gt; 1.2 - Questão da Escravidão;&lt;br /&gt;    1.2.1 - 1845: Lei Bill Alberdeen (Proibia o tráfego de navios negreiros);&lt;br /&gt;    1.2.2 - 1850: Lei Eusébio de Queiroz (Proibido o tráfico de escravos);&lt;br /&gt; 1.3 - Questão Christie (1862-65);&lt;br /&gt;    1.3.1 - Rompimento das relações diplomáticas;&lt;br /&gt;    1.3.2 - Sentimento anti-britânico, também por causa das leis;&lt;br /&gt;    1.3.3 - Roubo da carga da embarcação "Prince of Wales" no litoral gaúcho por piratas;&lt;br /&gt;    1.3.4 - Marinheiros Ingleses  x Marinheiros Brasileiros: Fato ocorrido na night carioca quando 3 marinheiros ingleses saíram bêbados de uma festa e mexeram com mulheres de marinheiros brasileiros. Resumo? Pauleira! E os ingleses foram parar na delegacia.&lt;br /&gt;    1.3.5 - A questão foi resolvida quando os ingleses resolveram pedir desculpas formais ao Brasil em 1865.&lt;br /&gt;2 - Livre Navegação;&lt;br /&gt;3 - Interesse do Brasil em evitar a reunificação do Vice-Reino de Buenos Aires;&lt;br /&gt;4 - Questões Platinas -&amp;gt; Brasil x Unificação Platina (Argentina, Uruguai e Paraguai).&lt;br /&gt; 4.1 - Inglaterra  - Posicionava-se contra a unificação pelo seu interesse na livre navegação nos rios platinos;&lt;br /&gt; 4.2 - Causas das Intervenções brasileiras:&lt;br /&gt;    4.2.1 - Ambição Argentina em formar o antigo Vice-Reinado de Buenos Aires;&lt;br /&gt;    4.2.2 - Vacilações uruguaias em face de reinvidicações argentinas;&lt;br /&gt;    4.2.3 - Política armamentista e expansionista paraguaia;&lt;br /&gt; 4.3 - Intervenção no Uruguai x Oribe (partido dos blancos, anti-brasileiros) - 1851;&lt;br /&gt;    4.3.1- Oribe (chefe partido blancos) + Rosas (ditador argentino) = Queriam a unificação platina;&lt;br /&gt;       4.3.1.1 - Oribe ocupou uma porção do território uruguaio com os seus "confederados". Contra isso se opunham Brasil e o partido dos colorados uruguaios;&lt;br /&gt;       4.3.1.2 - Blancos x Colorados = Invasões constantes no Rio Grande do Sul causando danos aos gaúchos;&lt;br /&gt;       4.3.1.3 - Brasil + Joaquim Soares (líder colorado) = aliança militar;&lt;br /&gt;       4.3.1.4 - Conde de Caxias (Brasil) + Colorados + Provincias de Corrientes e Entre Rios (argentinos) derrotaram as tropas de Oribe em 11 de outubro de 1851.&lt;br /&gt; 4.4 - Intervenção na Argentina x Rosas (ameaça política - continuação do combate a Oribe) - 1852;&lt;br /&gt;    4.4.1 - Companha contra oribe se extendeu contra o Ditador Rosas;&lt;br /&gt;    4.4.2 - Brasil + Uruguai + Corrientes e Entre Rios ao comando do argentino Urquiza invadem a Argentina;&lt;br /&gt;    4.4.3 - Rosas foi derrubado em 3 de fevereiro de 1852, após não resistir a Batalha de Monte Caseros, por Urquiza e Manuel Marques de Souza (futuro Conde de Porto Alegre);&lt;br /&gt;    4.4.4 - Fim da ditadura e reestabelecimento das relações entre Brasil e Argentina;&lt;br /&gt; 4.5 - Intervenção no Uruguai x Aguirre - 1864&lt;br /&gt;    4.5.1 - Aguirre (blancos) + Solano Lopez (Ditador Paraguaio) x Flores (colorados) + Brasil&lt;br /&gt;    4.5.2 - Novos problemas no Rio Grande do Sul que ameaçaram o Governo Imperial devido a uma pressão dos gaúchos. Eles queriam uma ação imediata do Governo Imperial, caso contrário, armariam a guerra com suas próprias mãos;&lt;br /&gt;    4.5.3 - Sob o comando do Almirante Tamandaré, foram tomados os postos de Salto e Paisandu, no Uruguai, e feito um bloqueio a Montevideo;&lt;br /&gt;    4.5.4 - Em dezembro de 1964 o Marechal Menna Barreto invade o Uruguai;&lt;br /&gt;    4.5.5 - Em 20 de fevereiro de 1865 o governo uruguaio foi aceito pelos brasileiros e passificado, dando origem a Guerra do Paraguai, por terem provocado a "Ira de Solano";&lt;br /&gt; 4.6 - Intervenção Brasileira no Paraguai - A Guerra do Paraguai (1865-70)&lt;br /&gt;    4.6.1 - Formam-se duas Alianças:&lt;br /&gt;       4.6.1.1 - Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina) x Solano Lopez (Paraguai - Solano possuía um exército enorme formado por 80 mil homens bem equipados e bem treinados por estrangeiros + uma poderosa esquadra fluvial, enquanto o Brasil possuía apenas 1600 soldados de elite, dentre apenas 16 mil soldados em todo o território nacional);&lt;br /&gt;    4.6.2 - Solano tinha interesses de expandir o Paraguai anexando Argentina, Uruguai e o território do Rio Grande do Sul. Dentre outros, um dos principais motivos era a expansão marítima;&lt;br /&gt;    4.6.3 - Os motivos do estopim da guerra são variados, de acordo com alguns historiadores, porém, o mais aceito foi o aprisionamento da embarcação brasileira "Marquês de Olinda", por parte dos paraguaios, que ia em direção ao Mato Grosso carregando o governador da província e oficiais do exército;&lt;br /&gt;    4.6.4 - O Brasil, como possuía apenas 16 mil soldados em todo o território, lançou a campanha "Voluntários da Pátria" onde intensificou o treinamento de civis e escravos além da construção de barcos e navios de guerra;&lt;br /&gt;    4.6.5 - Batalhas:&lt;br /&gt;       4.6.5.1 - Naval de Riachuelo, ao comando de Barroso, demonstrou a enfim soberania brasileira na bacia platina;&lt;br /&gt;       4.6.5.2 - Expulsão definitiva dos invasores paraguaios no Rio Grande do Sul (Batalha de Uruguaiana);&lt;br /&gt;       4.6.5.3 - Vitória, ao comando do General Osório, na Batalha de Tuiuti;&lt;br /&gt;       4.6.5.4 - Vitória na Batalha de dezembro, sob o comando do Duque de Caxias;&lt;br /&gt;       4.6.5.5 - A campanha das cordilheiras, ao comando do Conde D'Eu, onde Lopez havia se refugiado com o que restou do seu exército;&lt;br /&gt;       4.6.5.6 - Vitória definitiva em 1870 na Batalha do Cerro Corá, quando Solano Lopez fora morto pelo exército brasileiro;&lt;br /&gt;    4.6.6 - Consequências:&lt;br /&gt;       4.6.6.1 - Dívida paraguaia, impagável se considerada a situação econômica do país no pós-guerra, acabou sendo perdoada;&lt;br /&gt;       4.6.6.2 - Nenhuma vantagem, principalmente territorial, para o Brasil, com exceção de que o território do RS estava finalmente livre de futuras invasões;&lt;br /&gt;       4.6.6.3 - Exército exige maior participação política no Império, o que acaba resultando numa oposição militar ao regime político porque suas exigências não foram aceitas por D. Pedro II;&lt;br /&gt;       4.6.6.4 - Abolição da escravidão;&lt;br /&gt;       4.6.6.5 - Enfraquecimento do império que deu base para o golpe militar que depôs o império brasileiro, formando a república.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-5541945702404436902?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/5541945702404436902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=5541945702404436902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/5541945702404436902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/5541945702404436902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2011/10/historia-resumida-sobre-politica.html' title='A história resumida sobre: POLÍTICA EXTERNA NO 2º REINADO E A GUERRA DO PARAGUAI'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-981796465990996052</id><published>2011-09-22T10:48:00.000-07:00</published><updated>2011-10-05T07:29:32.100-07:00</updated><title type='text'>Novas postagens...</title><content type='html'>Bom, pra não ficar muito tempo sem postar nada, porque tenho andado ocupado e não tenho conseguido escrever artigos com muita frequência, de vez em quando vou postar algumas coisas interessantes como textos, aulas de história (que chamarei de "A história resumida sobre..."), artigos e poesias de outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor que começar com Charles Chaplin, não acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"&lt;/span&gt; (Charles S. Chaplin, 1962).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto me lembra um filme... hehehe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-981796465990996052?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/981796465990996052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=981796465990996052' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/981796465990996052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/981796465990996052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2011/09/bom-pra-nao-ficar-muito-tempo-sem.html' title='Novas postagens...'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-7529933772603134796</id><published>2011-06-18T07:19:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T12:19:45.141-07:00</updated><title type='text'>Descaso com o Patrimônio, principalmente, por parte da população e/ou proprietários?</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan; 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&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt; text-align:right;text-indent:54.0pt" align="right"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt;Ivan Cesar dos Santos Pinheiro&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4329233622211859450&amp;amp;postID=7529933772603134796#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language: AR-SAfont-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:134.7pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;text-indent:14.15pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;"&gt;“Novo documento [...] deve ser tratado como documento/monumento [...] onde a urgência é elaborar uma nova erudição capaz de transferir este do campo da memória para o da ciência histórica”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;"&gt; (LE GOFF, 2003).&lt;/span&gt;&lt;span style=" font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt;O descaso evidente que se presencia nos tempos de hoje ao que diz respeito a memória e patrimônio da cidade histórica de Bagé, na fronteira com Uruguai, palco de batalhas históricas entre nativos, espanhóis e portugueses com o intuito de delimitar seus territórios, ainda em tempos do colonialismo nos séculos XVIII e XIX, é lastimável. Logo que retornei a cidade onde nasci e me criei, há pouco mais de um ano, depois de cerca de cinco anos fora, tive um impacto, principalmente visual, muito grande. Uma cidade caracterizada por sua aparência arquitetônica luso-espanhola muito marcante, aos poucos, vai perdendo seus ares coloniais. Muitas das casas que costumava passar em frente e admirar a beleza dos detalhes arquitetônicos e artísticos que marcaram minha infância e com certeza a de muita gente, estão mal conservadas, fechadas, demolidas, levadas ao chão noite a noite por maquinários impiedosos e sedentos de uma destruição massiva da história a mando de seus donos, desculpe o termo grosseiro típico de quem nasceu na fronteira, ignorantes. Uma verdadeira falta de respeito para com a história e memória do lugar. Prédios históricos são valorizados, não só no Brasil, mas no mundo todo, a exemplos próximos temos Pelotas, Rio Grande e outras tantas, como São Paulo onde na Avenida Paulista, por exemplo, encontramos vários casarões de quando a cidade ainda era um vilarejo contrastados com prédios moderníssimos de arquitetura futurista, envidraçados, de várias cores e formas diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt;Estes prédios estão para Bagé como materiais da memória coletiva, que segundo LEGOFF, em sua forma científica se dão através de dois tipos de materiais: documentos (escolha do historiador) e monumentos (herança do passado), diretamente ligados ao patrimônio de uma sociedade. Perceba que não estamos falando apenas de documentos como papéis, mas sim como uma testemunha de um fato ocorrido, documentos podem ter diversas formas além da que nos vem direto em mente. Os dois agentes de ambos que no caso dos documentos seriam, em primeiro plano, os cientistas do passado, os historiadores, que se dedicam a pesquisar e documentar seus projetos. No caso dos Monumentos, seriam as “forças” que operam ou governam no desenvolvimento temporal do mundo e da humanidade. A proposta e o desenvolvimento que o autor dá a esses dois objetos são extremamente fiéis ao que acredito. LEGOFF é um autor renomado mundialmente e muito criticado (seja positiva ou negativamente) por historiadores do mundo todo. Quanto a documentos, muitas vezes não são só escolhas do historiador, mas também escolhas da sociedade, do governo ou de uma civilização que influi, direta ou indiretamente, na visão do autor de tal objeto da história. Vale lembrar, como exemplo, que, fora a variação das visões de cada autor, a bíblia é um livro que fora modificado e enfeitado durante vários séculos para se adaptar ao contexto social de cada época, para que nunca perdesse sua valia dentre os religiosos. A questão dos prédios históricos se aplica perfeitamente neste quadro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt;Temos por patrimônio um conjunto de bens produzidos por outras gerações, resultantes da experiência coletiva que um grupo humano deseja manter como perene. Supera a definição estreita de um conjunto estático de objetos, construções, documentos, obras, etc., sendo uma marca, um vestígio que individualiza os homens em momentos temporal e culturalmente distintos. Um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações que aí detinham o poder. Se o que vivemos hoje é diferente do que se vivia quando essas construções foram feitas, devemos respeitar o que existe e construir o novo, para mostrar que soubemos evoluir sem quebrar os elos com o passado e nossas raízes. Se não temos interesse em fazer isso por nós mesmos, façamos por nossos pais, avós, bisavós, que com o suor de seu trabalho, constituíram o que temos em vista hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt;A sede pela modernização está acabando com o que ainda traz muita gente de fora para conhecer e ver um pouco do que aconteceu no Rio Grande do Sul, o turismo histórico. Bagé é um monumento a céu aberto com casarões, igrejas e ruas repletas de artefatos trazidos da Europa para suas construções. O centro histórico da cidade é riquíssimo e pouca gente consegue ter a percepção do quanto isso valoriza o lugar. Não é necessário ser um erudito pra saber que o moderno, futurista, contrastado com o antigo, clássico, faz com que o antigo e o novo se fundam deixando uma cidade muito mais bela do que possamos imaginar, até porque o moderno, um dia, será clássico. Essa conscientização da população se faz necessária e seria fundamental para o crescimento econômico e social, a movimentação da economia e o enriquecimento cultural e físico do local. MENESES explica que existem três palavras chaves para memória e patrimônio: resgate, recuperação e preservação. A identidade de cada região é fundamental para sua valorização e só manteremos a identidade da rainha da fronteira com uma política concisa de valorização do patrimônio histórico riquíssimo que este município possui. Porém, não basta somente isto, mas também um engajamento por parte do povo bajeense para o sucesso desta empreitada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt;LEGOFF, Jacques. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;História e Memória&lt;/i&gt;. SP – Ed. Unicamp, 2003. Cap.: Documento/monumento. Pg. 541.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;text-indent:54.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:ArialMT;font-size:12.0pt;"  &gt;SILVA, Zélia L. (organizadora). &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Arquivos Patrimônio e Memória: Trajetórias e Perspectivas&lt;/i&gt;. SP – Ed. UNESP. Cap. A crise da memória, história e documento: reflexões para um tempo de transformações. Por Meneses, Ulpiano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;    &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4329233622211859450&amp;amp;postID=7529933772603134796#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character: footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: Calibri;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR; mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"  &gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Historiador, acadêmico do curso de História Bacharelado, com ênfase em Patrimônio, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e acadêmico do curso de História Licenciatura da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI).&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-7529933772603134796?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/7529933772603134796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=7529933772603134796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/7529933772603134796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/7529933772603134796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2011/06/descaso-com-o-patrimonio-principalmente.html' title='Descaso com o Patrimônio, principalmente, por parte da população e/ou proprietários?'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-5342384117880461472</id><published>2010-10-22T11:27:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T05:12:34.792-07:00</updated><title type='text'>Breve História do Forte de Santa Tecla</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/TMHZBtXkgNI/AAAAAAAAAMw/roadhyQDrcQ/s1600/Forte1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 315px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/TMHZBtXkgNI/AAAAAAAAAMw/roadhyQDrcQ/s320/Forte1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530940440769233106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Forte de Santa Tecla teve sua fundação em 1774, no contexto da invasão espanhola de 1763 a 1776. Seu fundador foi o Governador de Buenos Aires, Dom Juan José Vertiz y Salcedo. Dom Juan saiu do Prata com uma guarnição de 5.000 homens, em 1773, com o objetivo de expulsar os portugueses do território gaúcho. Atingiram Santa Tecla, posto avançado de São Miguel das Missões, no início de 1774. Esta fortificação foi construída pelo engenheiro Bernardo Lecocq, que acompanhava Dom Juan, com ajuda dos índios Charruas que viviam na região. Os índios, cansados de batalhar e serem massacrados pelos portugueses, aceitaram ajudar os espanhóis a construir o forte porque em troca receberiam armas de fogo para lutar contra os lusitanos. O Forte era cercado por um fosso de 9 metros de comprimento por 2,5 metros de profundidade, em formato de estrela. Suas muralhas possuíam 3 metros de altura, tendo seus baluartes 5,5 metros de altura. Sua dimensão, tendo como base uma foto de satélite do local, era aproximadamente de 88 metros do lado oeste, 95 metros seu lado leste, 105 metros ao norte e 110 metros ao sul, tendo em seu total 14.175 m² de área. Em forma de um pentágono, suas fundações de pedra e cimento seguravam suas paredes levantadas com leivas de barro socado e construções de pau-a-pique, distribuídas em torno da praça de armas na sua área central. O barranco do rio Negro, que antecede o rio e não a taipa, como alguns autores descrevem, servia-lhe de proteção natural pelo lado norte. Sua importância se dava pela sua estratégica localização, onde de lá, se pode ver o Uruguai a “olho nu”, em seu ponto mais alto, o baluarte San Agustín. Nos outros baluartes, denominados San Miguel, San Juan Bautista, San Jorge e o que fechava a 5ª ponta do pentágono, à beira da ribanceira, San Francisco, era possível, em cada um deles, ver um ponto diferente das fronteiras, tendo assim, uma visão geral de toda a região. Possuíam também, cada um dos baluartes, canhões para defesa do forte.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/TMHazrVtb1I/AAAAAAAAANQ/z1GIleasmNY/s1600/forte+google.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/TMHazrVtb1I/AAAAAAAAANQ/z1GIleasmNY/s320/forte+google.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530942398729645906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Anterior a fundação, em 13 de janeiro de 1750, foi assinado o Tratado de Madri, entre Dom Fernando VI da Espanha e Dom João V de Portugal. Este tratado estabelecia que Portugal cedesse a Colônia do Sacramento e as suas pretensões ao estuário da Prata, e em contrapartida receberia os atuais estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul (território das missões jesuíticas espanholas), o atual Mato Grosso do Sul, a imensa zona compreendida entre o Alto-Paraguai, o Guaporé e o Madeira de um lado e o Tapajós e Tocantins do outro, regiões estas desabitadas e que não pertenceriam aos portugueses se não fossem as negociações do tratado. Foi nessa época que, para garantir a validade do tratado, partiram de Santos 60 casais para se estabelecer na região da atual Porto Alegre. Esses casais fundaram o então Porto dos Casais. Foi uma primeira tentativa de paz entre os países ibéricos. Este tratado revogou o velho Tratado de Tordesilhas, estabelecido em 1494.&lt;br /&gt;Foram nomeados o Coronel Francisco Antônio Menezes e o Capitão Juan Echvarria, respectivamente Portugal e Espanha, para demarcar os territórios previstos no tratado a mando dos Reis. Em 23 de fevereiro de 1753, chegaram os demarcadores responsáveis pela região do atual município de Bagé, onde, na proximidade de pouco mais de 1km do local que mais tarde foi construído o forte, existia uma pequena igreja, a capela de Santa Tecla. Ali eles foram recebidos por uma guarnição guaranítica comandada por José Sepé Tiarajú que os impediu de avançar pelo território. Assim, o trabalho de demarcação desta região foi suspenso temporariamente, obrigando portugueses a voltar para a colônia e os espanhóis para Montevideo. Era provável, pois em minhas pesquisas os números foram variando de fonte para fonte, que Sepé tivesse ao seu lado em torno de 600 homens, enquanto que os demarcadores, apesar de melhor armados, com armas de fogo, possuíam um conti&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/TMHZPPChKkI/AAAAAAAAAM4/XvQYy3VeCr0/s1600/forte.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 209px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/TMHZPPChKkI/AAAAAAAAAM4/XvQYy3VeCr0/s320/forte.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530940673146038850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ngente de 100 homens. Após a batalha, a guarnição guaranítica combateu novamente os europeus, desta vez na famosa batalha de Caboaté, em 1756, resultando na morte de seu líder, José Sepé Tiaraju.&lt;br /&gt;Em 23 de março de 1776, após 26 dias cercando o Forte, o sargento Rafael Pinto Bandeira, junto de seu contingente de 1500 homens, derrotou os 200 espanhóis que se instalaram no forte. Antes de sair rumo a Rio Grande de San Pedro, onde também conseguiria a vitória sobre os espanhóis, Pinto Bandeira mandou incendiar e destruir o Forte de Santa Tecla.&lt;br /&gt;O Forte foi novamente palco de desentendimentos nas discussões  a respeito de demarcações de um novo tratado, o de Santo Ildefonso, assinado em 1777. Com isso, por seu grande valor estratégico, o primeiro vice-rei do Rio da Prata, Pedro de Cevallos, mandou reconstruir o forte, em 1978.&lt;br /&gt;O vice-rei do Brasil D. Luiz de Vasconcellos e Souza, acerca do progresso das demarcações devidas pelo Tratado de Santo Ildefonso (1777), informa:&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com a contradição manifesta aos sobreditos artigos [4, 5 e 6º do Tratado de Santo Ildefonso, 1777] pretendeu o comissário espanhol no progresso das demarcações das prin&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ipais vertentes do rio Negro e Piraí, que o Forte de S. Tecla, situado dentro do espaço intermédio, ficasse pertencendo à Espanha, torcendo-se e estreita&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ndo-se a linha &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;divisória para a parte de Portugal, a fim de ficar salva a pequena distância de três quartos de légua, em que se acha o dito forte, depois de assinalados os limites de ambas as nações. Conserva-se presentemente este forte em tão mau estado, que nada perde [a] Espanha em se arrasar e demolir: os seus parapeitos estão por terra em quase todo o recinto, o seu fosso no nível da campanha, e os seus quartéis mal servem de abrigo a uma guarnição de quarenta homens. A sua construção sempre foi [a] de um forte de campanha ou de registro, com figura irregular pentagônica, composto de três baluartes e de dois meio baluartes construídos de torrão, sem maior resguardo. A única utilidade que alucina aos espanhóis para se conservar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; o di&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;to forte, se reduz a impedir os contrabandos das inumeráveis cabeças de gado vacum de que abundam aquelas grandes campanhas: mas é certo que existindo semelhante fortificação no meio de uma região deserta, e cruzada além disso de tantas estradas e veredas, para Maldonado, Montevidéu, Missões, Rio Grande e Rio Pardo, nem se podem conseguir aquelas aparentes vantagens, nem também deixarão de ocorrer motivos de discórdia entre os vassalos dos dois domínios, por ficar aquela vigia tão próxima da linha divis&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ória por parte de Portugal, e tão remota e separada das outras povoações pertencentes à Espanha, infringindo-se conseqüentemente as regras mais certas da recíproca segurança, que o mesmo Tratado prescreve. (...) de comum acordo se entrou a demarcar o terreno compreendido entre as vertentes do Ibucuí-guassu até às imediações da falda meridional do Monte-Grande. Então é que conheceu o nosso comissário que, aceitando a nova proposição que lhe fez o seu concorrente, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de admitir o curto espaço de légua e meia entre os limites do terren&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o neutral, se podiam melhor adiantar e estender os domínios de S. M., sem se embaraçar entretanto, com a única objeção de ficar inteiramente salvo e fora dos limites daquelas reservas o sobredito insignificante Forte de S. Tecla, que em qualquer caso de dever ou não existir, não embaraçava o recurso do expediente proposto, e só podia servir de obstáculo para não se verificarem as conhecidas utilidades, que se representavam para Portugal naq&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;uela demarcação.&lt;/span&gt;" (Ofício de 20 de Agosto de 1789. RIHGB. Rio de Janeiro: Tomo IV, 1842. p. 7-9)&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/TMHZbV8uZEI/AAAAAAAAANA/T_eRT3tTHm0/s1600/santa_tecla.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 159px; height: 148px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/TMHZbV8uZEI/AAAAAAAAANA/T_eRT3tTHm0/s320/santa_tecla.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530940881159218242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E conclui, sobre o assunto:&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não deixa contudo de fazer algum obstáculo [à demarcação] o dito Forte de S. T&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ecla, por não exceder ali o terreno neutral a curta distância de légua e meia, ficando posto e aquela vigia em um lugar tão arriscado, e tão próximo à linha divisória, contra a forma estipulada no art. 6º. Mas nem por isso deixou o primeiro marco do lado da Espanha de ficar muito contíguo ao dito forte, que não deixara por esse motivo de vir a ser demolido, como se deve esperar da prevenção com que D. José Varella tem premeditado mudá-lo para um dos três cerros de Bahé, que existem pouco mais de três léguas ao sudeste da linha divisória.&lt;/span&gt;" (Ofício de 20 de Agosto de 1789. RIHGB. Rio de Janeiro: Tomo IV, 1842. p. 7-9).&lt;br /&gt;Porém, novamente tropas portuguesas, dessa vez do chamado Regimento de Cavalaria de Dragões do Rio Grande do Sul, em 1801, ao comando do coronel Patrício Correia da Câmara, Primeiro Visconde de Pelotas, destruíram definitivamente o Forte de Santa Tecla.&lt;br /&gt;Em 1811, dez anos mais tarde, no sítio histórico do Forte, Dom Diogo de Souza concentrou suas tropas para invasão da Banda Oriental do Uruguai, o que deu origem ao primeiro povoamento da atual cidade de Bagé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas arqueológicas foram realizadas no sítio do Forte nos anos 1970. Para executá-las foram contratados dois profissionais na tentativa desvendar os vestígios do Forte. Um deles era o Arqueólogo da Universidade de Caxias do Sul, Fernando La Salvia, e o outro era  o Historiador, Engenheiro e Arquiteto Francisco Riopardense de Macedo, ambos falecidos. A única coisa que nos resta desta intervenção é um pequeno relatório, sem muitas informações que La Salvia enviou ao Sr. Dr. Julio Nicolau De Curtis, na época representante do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Neste relatório, La Salvia discorre que, durante as escavações, foram encontradas as fundações do Forte, comprovando sua existência, também que, na limpeza feita nos dois poços existentes no local, foram encontrados ossos de animais, troncos, rodas de carretas maciças, uma culatra de canhão, pedaços de móveis e outros materiais menores, que eu presumo que fossem objetos pertencentes aos habitantes do forte. Nas escavações foram encontrados, além dos alicerces do forte, material de construção como pregos, restos de ferro, cerâmica, louça e, raramente, descreve ele, porcelana. Todo esse material encontrado por La Salvia não se sabe onde foi parar. O que o governo de Bagé sabe é que, o que estava na residência de La Salvia, sejam documentos ou achados, foi tudo para o lixo. A Família de La Salvia alega, segundo a Secretária de Cultura do Município, Roséli Safons, que, após sua morte, por desconhecimento do que ele tinha em seu escritório, encaixotaram tudo e colocaram para o caminhão do lixo levar. Todos torcemos para que isso não seja verdade e que, em algum lugar, estas peças estejam escondidas ou guardadas. Por esses e outros motivos, a intervenção feita por La Salvia foi considerada "desastrosa" por intelectuais, acadêmicos e moradores da região.&lt;br /&gt;Este ano, fui convidado a também participar do Projeto "Parque do Forte Santa Tecla", que visa a preservação e revitalização do sítio arqueológico do Forte. Minha primeira missão, foi visitar o forte e fazer uma análise de como seria possível uma segunda intervenção no local. Perguntei como estavam as ruínas e o sítio e sempre me diziam: "Não tem nada lá!", ou "Não se vê nada". Duvidei, evidentemente destes depoimentos, pois, num sítio arqueológico rico como é o caso do Forte era muito improvável que nada estivesse lá ou nada pudesse ser visto. Nos meus primeiros passos já pude ver, de cara, as fundações do forte e seu contorno. São muito claras as evidências das fundações. Acredito que, fazendo uma nova intervenção arqueológica no local, será possível "emergir" as fundações para que fiquem bem claras para os visitantes do novo parque. Convidei o Prof. Dr. Fábio Vergara, da Universidade Federal de Pelotas, para vir dar seu aval sobre o forte e, ao acharmos uma trilha que levava até o final da ribanceira ao norte do forte, podemos enxergar algo que pode ser uma das maiores descobertas no sítio do forte desde as intervenções anteriores ou até algo que pode ser maior ainda: pedras que provalvemente são as que constituíam as paredes do forte e o local de onde provavelmente eram extraidas! Ficou muito claro para nós  que alguns daqueles amontoados de pedras lá embaixo existentes eram pedras que de fato constituíam o forte, empurradas morro abaixo pelos portugueses que tomaram o forte duas vezes ou, talvez, tenham caído com o tempo, naturalmente. Pedras claramente cortadas a mão pelos construtores. Minha esperança, ao longo da nova intervenção é, também, achar objetos dos habitantes do forte ou das guarnições guaraníticas que por ali passavam. Esperamos que no futuro, mais objetos, pedras e fundações sejam encontradas, identificadas e retiradas de baixo da terra ou da ribanceira. O sítio é, sem dúvidas, rico e, praticamente, inexplorado. Sua interação com a comunidade pode e deve ser feita, ao longo deste projeto, podendo até ter muitos dos  interessados ajudando voluntariamente os profissionais que ali estarão trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ALMEIDA, A. B.; AZAMBUJA, O. A.; BARCELLOS, R. T.; BENCHIMOL, A. M. T.; FERREIRA, R. M. G.; LUCAS, Cesar; ZARUVNY, A. C. B.; ZARUVNY, E. B. A saga dos povoadores... e outros contos de Bagé. Porto Alegre: Metrópole, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958. 368 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOUCINHA, Cláudio. Sepé Tiaraju na História de Bagé: os impedimentos do posto de Santa Tecla. Bagé: Arquivo Público Municipal, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANDEIAS, Nelly M. F. República Guarani: As ruínas de São Miguel. Disponível em: http://www.jbcultura.com.br/nelly/rguarani.htm. Acesso em: 22/10/2010, às 16:25.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GARRIDO, Carlos Miguez. Fortificações do Brasil. Separata do Vol. III dos Subsídios para a História Marítima do Brasil. Rio de Janeiro: Imprensa Naval, 1940.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GIORGIS, L. E. C. O Tratado de Madri: 1750. Disponível em: http://www.terragaucha.com.br/tratado_de_madri.htm. Acesso em: 21 de outubro de 2010, às 17h03min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IRIA, Alberto. IV Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros - Inventário geral da Cartografia Brasileira existente no Arquivo Histórico Ultramarino (Elementos para a publicação da Brasilae Monumenta Cartographica). Separata da Studia. Lisboa: nº 17, abr/1966. 116 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LA SALVIA, Fernando, e MACEDO, Francisco R. Relatório Sintético das Atividades Arqueológicas Realizadas no Forte de Santa Tecla. Caxias do Sul: UCS, 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOUSA, Augusto Fausto de. Fortificações no Brasil. RIHGB. Rio de Janeiro: Tomo XLVIII, Parte II, 1885. p. 5-140.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TORRES, L. H. O Poente e o Nascente do Projeto Luso-Brasileiro (1763-1777). Rio Grande: Biblos, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banco de Dados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exército Brasileiro. Operação Santa Tecla. Disponível em: http://www.exercito.gov.br/03ativid/operacoes/tecla/histor.htm. Acesso em: 21 de outubro de 2010, às 17h20min.&lt;br /&gt;&lt;http: br="" nelly="" htm=""&gt;&lt;http: br="" htm=""&gt;&lt;http: br="" 03ativid="" operacoes="" tecla="" htm=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;http: br="" nelly="" htm=""&gt;&lt;http: br="" htm=""&gt;&lt;http: br="" 03ativid="" operacoes="" tecla="" htm=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-5342384117880461472?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/5342384117880461472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=5342384117880461472' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/5342384117880461472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/5342384117880461472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2010/10/o-forte-de-santa-tecla-teve-sua.html' title='Breve História do Forte de Santa Tecla'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/TMHZBtXkgNI/AAAAAAAAAMw/roadhyQDrcQ/s72-c/Forte1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-273801879832248303</id><published>2010-01-06T15:38:00.000-08:00</published><updated>2010-01-10T13:12:55.495-08:00</updated><title type='text'>O que querer?</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;_______&lt;/span&gt;Ao ser perguntado, inúmeras vezes, por amigos e conhecidos sobre o que eu quero pro mundo, já que sempre tento passar mensagens que façam as pessoas pensarem um pouco na realidade que as rodeia e nas coisas injustas que acontecem ao redor do mundo todo. Frases como “O mundo só saberá o que é igualdade social e paz quando o último Imperialista morrer enforcado nas tripas do último Padre”, adaptada da famosa frase de Diderot, ou “As injustiças cometidas a inocentes me fazem tremer de raiva e indignação” ou, ainda, “Pessoas sem cultura e com pouco estudo são facilmente enganadas e passadas para trás”, frases de Ernesto Guevara (SADER. Org. 1999: pg. 42). Mas então, de fato, o que eu quero com tudo isso?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;_______&lt;/span&gt;Bem, eu gostaria de ver as pessoas vivendo numa sociedade igualitária, não que todo mundo fosse igual, tivesse um salário igual, vivesse numa casa igual, tivessem celulares iguais, computadores iguais, televisões iguais, enfim, mas numa sociedade onde todos pudessem ter um trabalho assalariado, uma casa, um carro, um celular, uma tv, e o que desejasse. Viver com dignidade. Nesta eles nunca passariam fome pois o básico lhes seria garantido para que jamais tivessem desculpas para desviar a atenção do que realmente importa. Uma sociedade onde todos fossem obrigados a estudar e tivessem essa oportunidade, sem pagar por isso. Fazer toda a escola e ainda a faculdade que desejasse, tendo transporte e material, tudo sem precisar desembolsar um tostão, saindo do mundo acadêmico já com empregos garantidos onde pudessem ser devidamente alocados. Seriam estimulados desde pequenos a vencer na vida, que o estudo e um simples livro pode mudar sua vida e fazer com que o mundo onde vivem seja melhor. Uma sociedade capaz de viver em harmonia, sem drogas, prostitutas, assaltantes, corruptos ou assassinos, os que aparecessem, a justiça cuidaria com maestria e rapidez, sem que ficassem anos julgando e estes continuassem por aí a cometer seus delitos. As cadeias fariam com que eles estudassem, trabalhassem, se tratassem com os profissionais necessários para que pudessem ser recolocados na sociedade, ou, pelo menos, vivessem dignamente dentro da instituição e fossem úteis para seu país e para a sociedade que eles prejudicaram. Uma sociedade que tivesse a sua saúde garantida por profissionais especializados. Não lhes faltaria atendimento a momento algum e nem remédios, tudo seria distribuído de maneira que ninguém falecesse sem que realmente fosse sua hora. Uma sociedade onde a imprensa se preocupa exclusivamente em informar os cidadãos e lhes servir e não tentar manipulá-los e fazê-los seguir suas crenças, suas opiniões e suas vontades. Uma imprensa que estimulasse e resgatasse a cultura e a história do país, e não fizesse e se interessasse com que a população fosse analfabeta e sem cultura, sem intelectualidade. Uma sociedade onde todos se preocupariam em ajudar quem precisasse, sem querer passar uns por cima dos outros.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;_______&lt;/span&gt;Existem milhões de outros fatores que eu poderia citar aqui, mas não vou me estender mais. Vou para outro ponto...&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;_______&lt;/span&gt;Eu sei que é muito bonito tudo isso que eu falei, parece utópico, diga-se de passagem. Mas não é! Se todos se mobilizassem para tornar isso uma realidade, com certeza seria possível. O mundo onde vivemos nos ensina a sermos egoístas e pensarmos que nada diferente do que conhecemos é possível. Vi uma sociedade com muitas das características que eu citei neste texto. Cuba foi assim dos anos 1960 aos 1980. Uma sociedade que era sofrida, imposicionada e súdita ao desejo dos EUA antes da revolução, pôde se tornar uma sociedade que recuperou seu orgulho e sua dignidade e, auxiliada por outros países comunistas, pode se reconstruir e tornar seus desejos reais. Lá não haviam prostitutas, drogas, ladrões, corruptos, todos tinham as mesmas oportunidades, 1% da população era analfabeta e todos trabalhavam em prol da sociedade. Infelizmente com a queda da União Soviética, que era sua maior apoiadora, Cuba ficou novamente só no mundo porque, depois da revolução, ao perder seu "parquinho de diversões", os EUA fizeram com que todos os países fechassem as portas para os cubanos e estes não tem como se virar sozinhos, nenhum país é 100% auto-suficiente, então esta sociedade vem  caindo ao longo dos anos e sua resistência se tornará em vão, mais cedo ou mais tarde. Ao entrevistar alguns cubanos, pude perceber que as novas gerações estão pensando que o mundo Capitalista é muito melhor que o em que vivem. Entende-se, pois o embargo imposto torna Cuba um país sem importações, isso implica em falta de atualização tecnológica e etc. O Capitalismo vai entrar lá e fazer com que Cuba volte a ser o bordel, o parque de diversões do imperialismo estadunidense. Alguém se encoraja a tentar impedir? Claro que não, ninguém quer ser invadido, não é mesmo? Então, seguiremos nessa sociedade diletante, que uns passam os outros pra trás e acham o máximo, que pessoas roubam, matam e se corrompem para sustentar suas famílias. Esse não é o mundo que eu quero para os meus filhos, mas infelizmente, sozinho e sendo motivo de piada quando tento convencer de que é possível mudar a realidade de todos, vou continuar vivendo nesse mundo medíocre. Minha avó já dizia: Quem quer faz, quem não quer inventa desculpas. Então, seguirei meu caminho, mas sem desistir de tentar lutar contra tudo isso e ser livre, é o que me move, o que me alimenta, o que me faz ser feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTAÑEDA, Jorge. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Che Guevara: A vida em vermelho&lt;/span&gt;. Ed. Companhia de Bolso. 2005.&lt;br /&gt;DIDEROT, Dênis. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Encyclopédie.&lt;/span&gt; 1772.&lt;br /&gt;MORAIS, Fernando. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Ilha (Um repórter brasileiro no país de Fidel Castro)&lt;/span&gt;. Ed. Alfa-Romeo. 1975.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SADER, Emir (Organizador).&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Sem Perder a Ternura&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pequeno livro de pensamentos de Che Guevara&lt;/span&gt;. Ed. Record. 1999.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-273801879832248303?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/273801879832248303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=273801879832248303' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/273801879832248303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/273801879832248303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2010/01/ao-ser-perguntado-inumeras-vezes-por.html' title='O que querer?'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-8161123078037964475</id><published>2009-08-24T13:35:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T10:35:19.521-07:00</updated><title type='text'>O que é ser Gaúcho?</title><content type='html'>Ser gaúcho, principalmente nos dias de hoje, não é só vestir-se feito um vaqueiro dos pampas, segurar uma cuia com erva-mate na mão e falar “Che” (ou tchê, aportuguesando a expressão). Ser gaúcho é fazer parte de um povo marcado por guerras e resistências a humilhações e tentativas de domínio, tanto contra brasileiros quanto contra castelhanos. É saber, no mais fundo de nossas almas, que nós somos fortes, resistimos ao frio, vento, geada, neve, calor, sol, eventos da natureza; agüentamos todas as tramóias vindas lá do Distrito Federal e mesmo assim, sendo um dos estados mais prejudicados pelos governos, de onde se tira muito dinheiro, temos mais educação e trabalhamos o dobro do que os estados que se direcionam para as demais localidades deste “continente” chamado Brasil. Essa alma batalhadora vem dos nossos povos que viviam na região dos pampas. Os índios que, depois dos domínios portugueses e espanhóis, foram obrigados a viver nas cidades e trabalhar dobrado para sustentar suas coroas, formando os países Argentina, Uruguai e o nosso Rio Grande do Sul. Estes índios, de alma guerreira, que não se deixam derrubar, que quando acham que alguma coisa está errada, vão para a rua bater panela ou protestar contra as injustiças deste mundo, sem se preocupar com o seu umbigo apenas, batalhando, ao velho estilo famoso e simbolizado na imagem dos três mosqueteiros britânicos – um por todos e todos por um – mesmo que isso os leve a morte.&lt;br /&gt;As coisas por aqui nunca foram muito pacíficas. Ao mesmo tempo que a terra tinha donos, era uma terra de ninguém. Segundo o tratado de Tordesilhas, seríamos espanhóis, só que, nas reviravoltas que a história está acostumada a narrar mundo a fora, tomamos um rumo diferente. O que definiu no primeiro momento da exploração do território americano que o Rio Grande do Sul seria português, e portanto brasileiro, foi um rio, famoso por batalhas épicas e muito sangue derramado, o Rio da Prata. Martim Afonso de Souza, depois de naufragar e ser socorrido por seu irmão, Pero Lopes de Souza, chega na barra de Rio Grande (Batizada assim por acharem que a lagoa dos patos se tratava de um grande Rio). Por ainda ser território Espanhol e a capitania de Pero Lopes era a chamada Santana (Atual Santa Catarina) ficou intacto. Portugal sabia da região e a explorava clandestinamente, a Espanha ainda não tinha total conhecimento do território, avistava com olhos financeiros a região dos Andes, onde haviam as grandes civilizações americanas. Ao fazer o mapa da América, Bartolomeu Velho coloca o território gaúcho como Capitania Del Rei, ou seja, era território pertencente ao Rei. Como sabemos, neste período, 1580, Portugal e Espanha eram reinadas pelo Rei Filipe, e portanto, tudo que era português, espanhol também era.&lt;br /&gt;Em 1626 foi fundado o primeiro povoado do Rio Grande do Sul. O padre Roque Gonzáles de Santa Cruz criou o “pueblo de San Nicolas” no vale do Piratini. 2 anos depois ele foi trucidado pelos próprios índios que tentara catequizar. Visto que sem reforços seria quase impossível dominar a alma dos indígenas dos pampas, fundaram 18 núcleos de catequese indígena no Rio Grande do Sul (Conhecido na época como província do Tape) que ao chegarem, trouxeram o gado para o território gaúcho, porém também não deu certo e novamente foram destruídos os núcleos. Somente quase 40 anos depois conseguiram fixar um núcleo no Rio Grande. Em 1680 se estabelece os Sete Povos das Missões, bem organizados e controlados. Quando chegaram os jesuítas aqui, depois destes 40 anos, encontraram um território absurdamente povoado por bovinos, herança deixada pelos 18 núcleos que foram destroçados anteriormente pelos indígenas, os animais se reproduziram de maneira inexplicável e lotaram o território do Rio Grande do Sul e Uruguai, fazendo com que até hoje sejam uma das maiores riquezas da região. Atualmente no Rio grande do Sul calcula-se que aproximadamente existem 13,6 milhões de cabeças de gado no estado. ( "www.fee.tche.br/sitefee/download/documentos_fee_53.pdf". Acessado em: Ago/2009 )&lt;br /&gt;E o Gaúcho, onde ele aparece? No cenário marcado por gado e guerra, emerge o gaúcho. Nos primeiros tempos ele era o guasca, o gaudério, um marginal “sem lei nem rei”, aquele que “morava na sua camisa, debaixo de seu chapéu, montado em seu cavalo” e percorria aquela “terra de ninguém” que futuramente se torna o Rio Grande do Sul. Estes gaudérios eram, na maioria das vezes, resquícios daqueles índios que se negavam a catequese dos jesuítas e fugiam para o campo. Com o tempo o termo gaudério foi substituído pelo gaúcho, onde seu primeiro registro foi num documento de Dom Pablo Carbonell, no ano de 1771, onde ele refere-se a alguns “gahuchos” que fugiam de soldados espanhóis. Aos poucos, principalmente nos séculos XVIII e XIX, estes gaúchos foram se incorporando na sociedade, prestavam serviços aos estanceiros, nas charqueadas e trabalhos do campo, e faziam parte dos exércitos em troca de terras e produtos para auto-sustentação como alimentos, animais e etc. O Gaúcho começa a ser respeitado, admirado e exaltado como um grande herói depois da Revolução farroupilha e em seguida da guerra do Paraguai, onde fileiras destes homens venceram as batalhas e deram a glória (muito debatida hoje em dia se fora realmente um ato heróico, como o exército brasileiro se orgulha e exalta, ou se fora um grande massacre sem dó nem piedade, como os historiadores argumentam através de documentos e histórias) para o Brasil e para o estado do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;Enfim, o gaúcho surgiu nos índios, que povoavam as terras da América em paz, de certa forma, até que chegou o europeu e tomou posse deste território como se fossem donos do mundo, impondo leis, limites e tarefas a estes povos que terminaram por se extinguir depois de muito sangue derramado e tentativas de resistência mal sucedidas.&lt;br /&gt;O que nos resta hoje é a tradição de cultivar a cultura gaúcha e a nossa alma, que essa sim, nunca irá se extinguir, pois somos o que somos e não o que os outros querem que sejamos, essa alma guerreira que nos mostra fortes a cada pedra que encontramos no caminho e nos leva a conduzir os problemas do mundo e do dia-a-dia com maestria, sem deixar-nos prejudicar ou perder nossas virtudes, como mostra no nosso hino: “não basta para ser livre, ser um povo forte aguerrido e bravo” pois “povos que não tem virtude, acabam por ser escravos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MACIEL, Maria Eunice. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memória, Tradição e Tradicionalismo no Rio Grande do Sul&lt;/span&gt;. UFRGS. 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAGALHÃES, Mario Osório. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;História do Rio Grande do Sul (1626 – 1930)&lt;/span&gt;. Pelotas: Editora Armazém Literário, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEYER, Augusto.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Gaúcho, história de uma palavra&lt;/span&gt;. Porto Alegre: Cadernos do Rio Grande, IEL, Divisão de Cultura. SEC. 1957.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-8161123078037964475?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/8161123078037964475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=8161123078037964475' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/8161123078037964475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/8161123078037964475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2009/08/o-que-e-ser-gaucho.html' title='O que é ser Gaúcho?'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-7999657503983315296</id><published>2009-08-12T14:13:00.001-07:00</published><updated>2009-09-17T09:47:02.230-07:00</updated><title type='text'>Arqueologia Conceitual</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Este artigo foi recentemente publicado na Revista da UNICAMP ( http://www.historiahistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&amp;amp;id=219 ). Obrigado a todos que me apoiam, em especial aos Drs. Alexandre Navarro e Lúcio Menezes, estou muito feliz!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto foi escrito visando abordar algumas teses que rondam a Arqueologia no sentido de defini-la conceitualmente. Ao ser perguntado de como eu definiria a Arqueologia, o que eu poderia dizer? Seria fácil definir arqueologia com a simples frase: "é a ciência que estuda a história através de artefatos" ou se ela não fosse uma ciência com um objeto de trabalho definido e todos nós fossemos arqueólogos como Schliemann que era apenas um comerciante que viajava pela Europa no início do século e hoje é um nome respeitado entre os arqueólogos. O fato é que a Arqueologia é uma ciência tentando demarcar seu território, definindo seu espaço entre as ciências já existentes, respeitando seus limites e tentando explicar, através de suas técnicas e métodos de trabalho, o que é um limite para outras ciências como é o caso da sua relação com a História.&lt;br /&gt;    Nesta relação com a História e o que a Arqueologia traz de informações que estão fora do alcance nos estudos históricos, estamos dando ênfase para a pré-história (claro que todos nós sabemos que Arqueologia não vive só de pré-história, ela também estuda objetos de todas as épocas complementando e aumentando o número de informações que obtemos nos estudos históricos) que não existia escrita, documentos, o que a impossibilita de ser estudada pela História, pelo menos sem o auxílio dos arqueólogos. A exemplo disso temos a história dos povos africanos que tudo que sabemos até hoje sobre a maioria desses povos se deve muito a Arqueologia que desvenda desenhos rupestres, objetos entre outros registros que não possuem escrituras devido a inexistência da forma escrita dos dialetos destes povos. Em "Arqueologia de la Naturaleza/Naturaleza de la Arqueologia" (Arqueologia da natureza/natureza da arqueologia), Haber aborda este tema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;        “Fixar o limite do arqueológico, já incluindo e excluindo o moderno, implica necessárias decisões que não só vinculam nossas noções de tempo, mas também nossas idéias sobre a distância na qual mantemos o objeto - curiosa esta necessidade minha de dizer isto no âmbito de uma disciplina cujos contornos estão definidos pela Pré-história.” &lt;/span&gt;(HABER, 2004: pg. 16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não deixa dúvidas entre os profissionais e acadêmicos da Arqueologia que ela teve sua origem na tentativa de desvendar os mistérios da pré-história. Neste ramo ela se iniciou e vem mostrando sua importância também nos outros ramos da História como complemento de informações e respostas a questões que não são respondidas em documentos.&lt;br /&gt;    Mas, de fato, o que é a Arqueologia?&lt;br /&gt;    No meu ponto de vista, ela estuda sim a História (ao contrário do que muitos arqueólogos pensam), e é sim uma Ciência Humana. Estuda a História através dos objetos e restos (sejam restos de matéria humana – corpos – sejam objetos fabricados por eles ou resquícios de suas fabricações), deixados por sociedades que habitaram o local escavado. Ela desvenda os mistérios sobre os ritos e culturas dos povos que habitavam uma determinada região e também mostra a sua colaboração para a modificação deste local, de sua natureza.&lt;br /&gt;    Numa concepção parecida, ao responder esta mesma pergunta, Funari expõe seu ponto de vista sobre a Arqueologia em seu texto: “O que é Arqueologia?”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;       “ [...] não há consensos, sendo a própria Arqueologia uma ciência em construção. Do meu ponto de vista a Arqueologia estuda os sistemas socioculturais, sua estrutura, funcionamento e transformações com o decorrer do tempo a partir da totalidade material transformada e consumida pela sociedade. [...] tem como objetivo a compreensão das sociedades humanas e, como objeto de pesquisa imediato, objetos concretos.” &lt;/span&gt;(FUNARI, 2003: pg. 16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É um ponto de vista interessante que complementa o que eu falava a respeito.&lt;br /&gt;    Alguns autores desvinculam a Arqueologia da História (como é o caso de Binford) alegando que “registros arqueológicos não podem ser símbolos, palavras ou conceitos, são apenas materiais que se distribuíram na natureza e a única maneira de entendê-los seria averiguando sua origem e como tomaram sua forma atual”.&lt;br /&gt;    Seguindo a linha de pensamento de Binford (BINFORD, 1988: pg. 27), eu poderia escrever “A história de uma pedra: sua ontogenia e explicação de como foi parar no quintal da minha casa”, ou seja, seria uma materialização total da arqueologia, usando suas técnicas para uma observação de materiais sem olhos e curiosidades de historiador. Creio que isso não venha a ser o interesse comum e nem o nosso principal objeto de estudos.&lt;br /&gt;    Para finalizar, o processo evolutivo em andamento da Arqueologia tem um futuro promissor se seguir a mesma linha que está seguindo. Cada vez mais ela adquire mais respeito e importância para o mundo acadêmico e para a humanidade como um todo. Cada vez mais as pessoas se interessam pela ciência (que existe desde o século XVIII e teve sua profissionalização no século XIX) e cada vez mais forma-se arqueólogos capazes de discutir suas teses ao redor do mundo. Ainda o número de Arqueólogos é muito escasso, tratando-se de Brasil, por exemplo, existe uma média de apenas 200 profissionais. É muito pouco para um país de grande extensão e uma diversificada história pré-européia como o nosso.&lt;br /&gt;     A ligação da Arqueologia com a História e a Antropologia é inevitável, as três ciências andam de mãos dadas e unidas abrem os olhos da sociedade para a realidade que a ciência traz a tona desvendando – permita-me expressar de uma maneira romântica – os mistérios e mitos sobre o passado.&lt;br /&gt;     Os objetivos comuns com as outras ciências sociais trazem a Arqueologia para perto delas, podendo sim defini-la como uma ciência social que também necessita de uma análise interdisciplinar para cada objeto de estudo, e é este objeto que diferencia a Arqueologia das demais e lhe dá importância fundamental em meio às ciências humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;BINFORD, L. Descifrando el Registro Arqueológico. In: En Busca del Pasado. Barcelona: Crítica. 1988, pp. 23-34.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;FUNARI, P. P. O que é Arqueologia?  São Paulo: Contexto, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HABER., A. La Arqueologia de La naturaleza / Naturaleza de La Arqueologia. In: HABBER, Alejandro (org). Hacia una Arqueologia de lãs Arqueologias Sudamericanas. Bogotá: Ediciones Uniandes, 2004. pp. 15-32.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-7999657503983315296?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/7999657503983315296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=7999657503983315296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/7999657503983315296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/7999657503983315296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2009/08/arqueologia-conceitual.html' title='Arqueologia Conceitual'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-7273359480354745730</id><published>2009-07-15T12:39:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T14:15:53.690-07:00</updated><title type='text'>Um pouco de África...</title><content type='html'>As três principais fontes de estudo da História Africana desde o surgimento do homem até o domínio de alguns territórios por parte dos Europeus desde a época das grandes navegações, no século XVI, até os dias de hoje são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Documentos: Nem todos os povos africanos que temos certeza de que habitaram o continente, possuem sua história documentada. Os documentos escritos na África, anterior ao colonialismo europeu, são poucos. Nem todos povos tinham escrita ou preocupavam-se em escrever ou registrar sua história, como acontecia em Ghana que tiveram essa preocupação, por exemplo. É possível encontrar relatos sobre os povos através de documentos de origem grega e, ou, romana, na época dos historiadores viajantes, como foi Heródoto. É possível, também, encontrar a história de povos africanos em passagens bíblicas, principalmente sobre povos cristãos na África, assim como em cartilhas geográficas, como foi o caso do Périplo. Geralmente estes escritos "indiretos" sobre os africanos, relatavam os povos que viviam mais nas regiões litorâneas, de fácil acesso para os Árabes e os Europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Arqueologia: Esta é fundamental na tentativa de resgatar e escrever a história da grande maioria dos povos que viviam e vivem na África. Podemos destacar os Bantus, que não era uma etnia, mas sim uma cultura, linguagem e escrita que se espalhou pelo território africano, com mais concentração nas regiões dos atuais Camarões e Nigéria. Esta cultura Bantu inclui pinturas de seus modos de caça, pésca e coleta, revelando muito de seus costumes, além de escritos entre outros achados em pedras e paredes de cavernas desta região e de outras em toda a África, também.&lt;br /&gt;Além da pintura rupestre, é possível encontrar no território africano, através da arqueologia, inúmeros monumentos de grandes reis e dominadores, entre outros, quando feitas escavações. Também nessas escavações já foram achadas muitas ruínas de prédios construídos durante toda a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- História Oral: Por último, a grande campeã e responsável por sabermos a grande e maior parte dos povos africanos que vem sendo passada hereditariamente através de ritos, histórias, músicas e etc. No entanto, a História Oral é a mais trabalhosa, pois o historiador deve medir e estudar todos depoimentos colhidos para que não acabe caindo na mitificação da história.&lt;br /&gt;A História Oral tem suma importância na África devido ao incrível número de dialetos e linguagens existentes no continente, sendo que sua grande maioria não possui escrita, dificultando assim a documentação ou busca de documentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a História física da África, podemos citar, como exemplos, três regiões que tiveram grande influência na História Africana: A região da Ghana (litoral oeste do continente); o Deserto do Saara e a região dos atuais Egito e Sudão (litoral leste).&lt;br /&gt;Ghana desenvolveu um grande império que durou séculos (até o século XIX, mais precisamente). A região muito rica em ouro e metais, possibilitou os ganeses a construir um dos mais poderosos impérios da África e do mundo. Tinha um enorme exército fortemente armado com metais de alta qualidade, o que não dava chance de vitória para outros povos que tentavam invadir o território usando armas feitas de madeira e osso. Faziam comércio direto com os Árabes e possuíam grandes aliados em todo o continente.&lt;br /&gt;O Deserto do Saara não desenvolveu nenhum império devido a dificuldade climática encontrada na região. As populações que lá viveram e ainda vivem são cameleiros nômades que vivem da caça, cada vez mais escassa no território.&lt;br /&gt;A região do Egito teve importância por sua localização geográfica entre o Rio Nilo e o Mar Vermelho (disputado com os Asiáticos durante milênios). Nesta região desenvolveram-se vários povos e impérios, como os Núbios, por exemplo, e teve sua importância por motivos comerciais, que naquela região passou todos produtos comercializados pelos africanos com todos os povos europeus e asiáticos, foi a principal rota do comércio entre Europa, Ásia e África durante toda a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- KI-ZERBO, J.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Introdução Geral&lt;/span&gt;. In: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;História Geral da África&lt;/span&gt;, volume 1.&lt;br /&gt;- PAULME, Denise.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A Evolução das Sociedades&lt;/span&gt;. In: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As civilizações africanas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- GIORDANI, M. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;História dos povos africanos. &lt;/span&gt;In: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;História da África anterior aos descobrimentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-7273359480354745730?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/7273359480354745730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=7273359480354745730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/7273359480354745730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/7273359480354745730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2009/07/um-pouco-de-africa.html' title='Um pouco de África...'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-3171734248964034285</id><published>2009-06-21T13:47:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T14:18:39.494-07:00</updated><title type='text'>A Copa dos Infernos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sj6jqIYEGbI/AAAAAAAAAEs/G1RvflpbI4s/s1600-h/vuvu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 295px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sj6jqIYEGbI/AAAAAAAAAEs/G1RvflpbI4s/s320/vuvu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349893351560976818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dado o exemplo na Copa das Confederações de como serão as torcidas africanas que lotaram os estádios e lotarão durante a Copa do Mundo de 2010, podemos observar um personagem tanto quanto inesperado. Não é nenhuma pessoa ou animal mas sim um objeto atordoante: as "vuvuzelas", ou cornetas africanas. Ao serem assopradas pelos torcedores, elas fazem um barulho infernal durante os jogos se assemelhando ao som de um enxame de abelha em máximas alturas. Poucas pessoas conseguem acompanhar os jogos na África, seja pela televisão, no estádio, ou dentro de campo, sem terminar com uma dor de cabeça do barulho que elas proporcionam.&lt;br /&gt;Divisora de opiniões, elas já estão causando problemas mesmo antes da Copa começar. Jornalistas de Estados Unidos e Holanda, que cobrem o torneio na África do Sul, formalizaram protesto contra as vuvuzelas, pedindo a Joseph Blatter, presidente da FIFA, que elas sejam excluídas das arquibancadas para a próxima Copa do Mundo. Jogadores também reclamaram como o Volante espanhol Xabi Alonso que declarou: "Não gosto dessas cornetas. A Fifa deveria banir essas coisas. Elas não chegam a tirar sua concentração, mas não é agradável jogar com um barulho desses". Brasileiros também reclamaram, Robinho, de maneira sutil, falou: "Atrapalha. Era melhor se fosse um sambinha" e o Zagueiro Miranda completou: "Não dá para escutar o Dunga, só o jogador que está mais próximo dele escuta". Kaká, espirituoso e Fair Play, colocou que: "Para quem está acostumado com o Julio Baptista tocando cavaquinho o dia todo, essas cornetas não são nada!". Blatter admitiu que elas são barulhentas mas, por enquanto, não tomou nenhuma medida a respeito delas: "Há muitos sons na África do Sul. Já disse e vou repetir. Aqui as pessoas cantam, dançam, tocam tambores, usam batuques e usam essas cornetas. Sei que algumas pessoas não gostam desse barulho. Alguns canais de televisão têm criticado esse som dizendo que atrapalha, mas não será a Fifa que irá proibir esse barulho nos estádios. Os treinadores e jogadores devem se adapta".&lt;br /&gt;Jornalistas africanos estão inconformados com as reclamações afirmando que este seria "O som da África" e que seria "uma falta tremenda de respeito com os torcedores africanos" caso estas cornetas tão polêmicas fossem banidas, completaram que: "Os incomodados que peguem o avião de volta para casa".&lt;br /&gt;Além do problema sonoro, existe também o problema da segurança onde preocupam-se os organizadores que as pessoas possam se agredir com estes objetos. Blatter também manifestou-se a respeito, colocando o seguinte: "Essa é uma pergunta que está sendo colocada, se as pessoas podem bater umas nas outras com a vuvuzela. Sei que o Comitê Organizador está discutindo o tema, mas não vou dizer que a partir de agora seu uso será proibido. Seria uma interferência nos direitos pessoais".&lt;br /&gt;Lembrando que essas cornetas são normais em jogos de Rugby, que é o esporte mais praticado no país e que deu origem aos estádios que foram adaptados para o Futebol durante as Copas. Talvez por isso, penso eu, que a África não é um país muito destacado nos esportes como Futebol ou Rugby, afinal, estas cornetas atrapalham os atletas. Com esta conclusão, quem sabe não estou resolvendo o problema dos esportes lá, não é?! Já ouvi falar que os sons da Áfricas são variados, menos que se assemelham com um enxame de abelhas desorientado, ainda com todos africanos vestidos de amarelo e preto, lembram, realmente, o bichinho. Ainda bem que eles não mostram o ferrão, porque se não, teria muitos Japoneses cometendo suicídio durante a Copa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Globo.com&lt;br /&gt;- Uol.com.br&lt;br /&gt;- Terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-3171734248964034285?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/3171734248964034285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=3171734248964034285' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/3171734248964034285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/3171734248964034285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2009/06/copa-dos-infernos.html' title='A Copa dos Infernos'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sj6jqIYEGbI/AAAAAAAAAEs/G1RvflpbI4s/s72-c/vuvu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-1018101396018352206</id><published>2009-05-19T13:53:00.000-07:00</published><updated>2010-04-21T13:19:28.226-07:00</updated><title type='text'>Museus, Memória e Patrimônio</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;O objetivo deste artigo é discutir e analisar textos sobre patrimônio, documento, monumento e memória de três autores: Jacques LeGoff (Documento/Monumento), Zita R. Possamai (O Patrimônio em construção e o conhecimento histórico) e Ulpiano Meneses (A crise da memória, história e documento: reflexões para um tempo de transformações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;No primeiro texto (de Jacques LeGoff), o autor inicia falando dos materiais da memória coletiva em sua forma científica através de dois tipos de materiais: documentos (escolha do historiador) e monumentos (herança do passado). Ele cita os dois agentes de ambos que no caso dos documentos seriam, em primeiro plano, os cientistas do passado, os historiadores, que se dedicam a pesquisar e documentar seus projetos. No caso dos Monumentos, seriam as “forças” que operam ou governam no desenvolvimento temporal do mundo e da humanidade. A proposta e o desenvolvimento que o autor dá a esses dois objetos são extremamente fiéis ao que acredito. LeGoff é um autor renomado mundialmente e muito criticado (seja positiva ou negativamente) por historiadores do mundo todo. Quanto a documentos, muitas vezes não são só escolhas do historiador, mas também escolhas da sociedade, do governo ou de uma civilização que influi, direta ou indiretamente, na visão do autor de tal objeto da história. Vale lembrar, como exemplo, que, fora a variação das visões de cada autor, a bíblia é um livro que fora modificado e enfeitado durante vários séculos para se adaptar ao contexto social de cada época, para que nunca perdesse sua valia dentre os religiosos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;LeGoff busca, através do texto, traçar uma linha do tempo onde mostra o surgimento do termo “documento” e seu trajeto até possuir a conotação que é utilizada hoje em dia e fazendo o mesmo, posteriormente, com o termo “monumento”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Citando Samaran, ele coloca que “não há história sem documentos” e com isto incluindo o “documento no sentido de documento escrito, ilustrado, transmitido pelo som, a imagem, ou de qualquer outra maneira” ainda citando que, com este “alargamento” do termo documento, explodiu  nos anos 1960 uma verdadeira “revolução documental” e mais tarde com a intervenção da era digital.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Posteriormente ele afirma que na concepção do documento/monumento, independente da revolução documental, tem como um de seus objetivos “o de evitar que esta revolução necessária se transforme num derivativo e desvie o historiador do seu principal dever: a crítica do documento enquanto monumento” sendo o documento “um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações de forças que aí detinham o poder”. Neste caso é realmente preocupante, com o avanço da tecnologia e a facilidade da informação, a perda do instinto investigativo do historiador para com o documento/monumento, ou seja, a perda do discernimento do que é real ou fabricado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Por fim, ele adianta que o “novo documento [...] deve ser tratado como documento/monumento [...] onde a urgência é elaborar uma nova erudição capaz de transferir este do campo da memória para o da ciência histórica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;No segundo texto (de Zita Possamai) a autora não expõe de maneira significativa a sua opinião formada, mas vai baseando a definição de patrimônio e seu conhecimento histórico através de vários autores e suas diferentes visões. Inicia-se falando dos dois grandes aspectos de patrimônio que seriam as políticas de preservação e a problematização do patrimônio, a busca do seu sentido e sua história.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Em seguida, ressalta a opinião de Françoise Choay em sua obra que fala a diferença fundamental entre monumento (criado para relacionar a memória e o presente) e monumento histórico (construção de determinada estrutura para representar a história) falando da história da noção e conservação de patrimônio que fora iniciada, tal como é hoje, no século XIX, antes sendo realizadas somente pela Igreja. Tendo em vista que somente a Igreja era o órgão preocupado com a conservação antes do século XIX, podemos imaginar quantos patrimônios e suas histórias perdemos ao longo do tempo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Num segundo momento, ela abrange o assunto do campo do patrimônio e sua problemática axiológica levando, neste sentido, a visão do patrimônio como representação social citando a visão de Chartier e também de Pomian. Seguindo em frente, ela coloca que o campo do patrimônio se define como “um sistema de relações objetivas entre os agentes sociais encarregados das tarefas práticas e simbólicas ligadas ao tombamento e preservação de bens culturais”. (Lewgoy). Essa questão do tombamento e preservação do patrimônio, hoje em dia, e principalmente no Brasil, é extremamente complicada e dificultosa devido à grande burocracia que envolve este aspecto. Muitas vezes este processo demora tanto que o Patrimônio acaba por deteriorar-se. Ainda que haja projetos como o “Monumenta” do governo federal, ainda assim é um processo dificultoso.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Finalizando este parágrafo ela cita que se o conceito campo for considerado, o patrimônio deixa de ser algo dado e definindo apenas por um corpo técnico determinado e passa a ser pensado e identifica-se o conjunto de códigos mais ou menos estabelecidos entre diferentes autores que fazem uma seleção das estruturas materiais do passado a serem preservadas. Um patrimônio, uma vez instituído, passa a ser comparado a objetos sagrados no campo da preservação e inviolabilidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;No seguinte, ela cita o texto do LeGoff, anteriormente comentado, e seu conceito de documento e monumento. Comenta que não raras vezes, tenta-se apagar episódios históricos destruindo os seus vestígios e símbolos materiais (voltando ao assunto da Igreja que durante toda sua história lutou para modificar acontecimentos).&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Em suas considerações finais é importante destacar que ela considera a história marcada por duas características essenciais, a mudança e a diferença, deixando de lado essa discussão sob pena do patrimônio ser reduzido “a patética preservação de restos do passado, que expressam apenas a vontade, o desejo e a memória de poucos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;No terceiro e último texto (de Ulpiano Meneses) ele introduz a problemática da memória que vem sendo em foco privilegiada da atenção das ciências biológicas e humanas propondo algumas rápidas reflexões. Na primeira, ele coloca que a efervescência da memória possui três palavras chave: “resgate”, “recuperação” e “preservação”, sendo todas de essência frágil que necessitam de cuidados para não deteriorar ou perder uma substância já existente. Na segunda reflexão, ele coloca que a memória tanto como prática, como representação, está viva e atuante entre nós, porém, seu status é extremamente problemático, uma verdadeira crise da memória na sociedade ocidental.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Citando uma dimensão epistemológica ele cita Edward Gibbon (Autor da obra “Declínio e Queda do Império Romano) como exemplo dos responsáveis pela idéia de Antiguidade que hoje nos parece tão óbvia, não se tendo mais a imagem sincrônica da sociedade, como se o passado fosse apenas um antes, com relação ao agora.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Um ponto que achei de fundamental importância citar é a questão que ele coloca “das tentativas de museificar o chamado ‘patrimonio cultural’, ao que se poderiam acrescentar as propostas de fazer ‘museus vivos’” que atrairiam visitantes pela “encenação e dramatização da memória” e que ao pretender anular as distâncias com o passado, acaba reduzindo-o a mero presente anacrônico, uma "disneyficação" da história. Ainda coloca que supondo que "se possa visitar o passado" - um passado fetichizado e congelado, oferecido à visão, confundida com o conhecimento - é uma postura confortavelmente anti-histórica e antipedagógica, pos nos aprisiona no presente e, incapaz de nos fazê-lo aprender no confronto crítico com o diverso, o outro, a alteridade, transforma-o no único termômetro capaz de tudo medir". Expondo esta opinião, o autor foi extremamente contraditório em relação ao que havia exposto em outro texto chamado “Educação e museus: sedução, risco e ilusões”, onde ele coloca que os museus, principalmente os brasileiros, são muito informativos e pouco educativos, que deveriam haver formas de educar seus visitantes e não apenas enchê-los de informações que se perderiam em seguida. Na minha opinião, a culpa não é toda do museu mas também da educação no país que é, infelizmente, muito fraca. Ao ir no museu, vamos para buscar algo, encontrar respostas, complementar nossa sabedoria, formar opinião e não para aprender tudo sobre determinado assunto. O museu deve servir como complemento a educação e não como órgão educador. Na Europa as coisas funcionam de maneira diferente pelo simples fato de que a pessoa já vai consciente ao museu e busca um complemento, não como no Brasil que vamos só por ir, por curiosidade. Vai do visitante sair do museu e pesquisar sobre o assunto, caso ele não tenha a ciência do que acabou de ver.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Após abranger a crise da memória e o problema da documentação histórica falando dos suportes documentais, descontextualização e escala da documentação, conclui que a crise da memória cria uma situação problemática na documentação a prática da história, sendo uma situação favorável a uma renovação de perspectivas e a superação de seqüelas positivistas que ainda rondam nosso domínio. Conclui também que existe a necessidade de historicizar a memória. Necessidade de estreitar a solidariedade do trabalho documental e da produção do conhecimento histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- LEGOFF, Jacques. História e Memória. SP – Ed. Unicamp, 2003. Cap.: Documento/monumento. Pg. 525/541.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Revista FAPA. Ed. nº 27. Porto Alegre – RS. Pg. 13/24. Cap. O Patrimônio em construção e o conhecimento histórico. Por POSSAMAI, Zita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- SILVA, Zélia L. (organizadora). Arquivos Patrimônio e Memória: Trajetórias e Perspectivas. SP – Ed. UNESP. Cap. A crise da memória, história e documento: reflexões para um tempo de transformações. Por Meneses, Ulpiano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-1018101396018352206?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/1018101396018352206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=1018101396018352206' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/1018101396018352206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/1018101396018352206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2009/05/analise-critica-de-textos-sobre.html' title='Museus, Memória e Patrimônio'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-3510134772697933189</id><published>2009-05-12T07:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T12:42:03.896-07:00</updated><title type='text'>Baixa e olha aí!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SgmLqXg1ZLI/AAAAAAAAAEc/NNDwouJgbPU/s1600-h/Che.Part.One.2008.DVDRiP.XViD-RUSTLE.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 224px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SgmLqXg1ZLI/AAAAAAAAAEc/NNDwouJgbPU/s320/Che.Part.One.2008.DVDRiP.XViD-RUSTLE.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334948793579562162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filme:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHE - O ARGENTINO (Che - El Argentino, Steven Soderbergh - 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tão esperado filme baseado nos diários de Ernesto Guevara de la Serna, ou Che Guevara, na Revolução que tomou o poder de Cuba das mãos do terrível Fulgêncio Batista.&lt;br /&gt;O filme, então, mostra a tragetório do movimento desde sua formação no México até a entrada triunfal dos Revolucionários em Havana, todo em forma de documentário com passagens dos acampamentos e da guerra.&lt;br /&gt;Seguindo as palavras do autor do filme: &lt;i&gt;"... há muitos aspectos da vida de Che que as pessoas não conhecem. Se contássemos o que ocorreu na Bolívia sem mostrar o que houve antes, não haveria o contexto para entender a história."&lt;/i&gt; disse Soderbergh sobre a segunda parte que ainda não estreiou nos cinemas. Sobre os que desaprovam o fato do filme &lt;i&gt;"Che"&lt;/i&gt; retratar um perfil positivo do guerrilheiro e favorável às suas ações, Soderbergh afirmou: &lt;i&gt;"Conheço bem a argumentação dos que são anti-Che e sei que qualquer quantidade de barbaridades que incluíssemos nesse filme não seria suficiente para satisfazê-los"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;O filme conta com um grande elenco latino-americano com os atores Benício Del Toro (ganhador do globo de ouro como melhor ator coadjuvante em "Traffic" e indicado ao Oscar na mesma categoria pelo mesmo filme), o brasileiro Rodrigo Santoro, a colombiana Catalina Sandino Moreno (indicada ao Oscar no filme "Maria, llenes eres de gracia") entre outros.&lt;br /&gt;Quem nunca leu o livro "Guerra de Guerrilhas" do Ernesto ou alguma biografia baseada em sua vida pode ficar levemente perdido no meio dos acontecimentos, mas nada que faça perder o entendimento ou a vontade de ver esse, que para mim, foi o grande sucesso dos cinemas neste ano, até o momento. E que venha a segunda parte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1JyWcrMKZQc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1JyWcrMKZQc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;                     &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-3510134772697933189?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/3510134772697933189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=3510134772697933189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/3510134772697933189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/3510134772697933189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2009/05/baixa-e-olha-ai.html' title='Baixa e olha aí!'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SgmLqXg1ZLI/AAAAAAAAAEc/NNDwouJgbPU/s72-c/Che.Part.One.2008.DVDRiP.XViD-RUSTLE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-1623909331873044182</id><published>2009-04-28T22:24:00.000-07:00</published><updated>2009-04-28T22:28:00.321-07:00</updated><title type='text'>Farra das passagens aéreas</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8-gfYN61WRM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8-gfYN61WRM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou tudo! Não há o que acrescentar!&lt;br /&gt;É o que eu sempre venho dizendo e postando no blog* e ninguém está nem aí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ver Post "Época de eleição é sempre bom lembrar".&lt;br /&gt;http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/09/poca-de-eleies-sempre-bom-lembrar.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-1623909331873044182?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/1623909331873044182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=1623909331873044182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/1623909331873044182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/1623909331873044182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2009/04/farra-das-passagens-aereas.html' title='Farra das passagens aéreas'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-2193888206009867985</id><published>2009-01-15T05:12:00.000-08:00</published><updated>2009-05-26T17:53:08.974-07:00</updated><title type='text'>Movimento 26 de julho - Comunismo ou Ufanismo?</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Quando Fidel Castro juntamente com Raul, seu irmão, o argentino Che Guevara, Camilo, entre outros principais da Revolução Cubana partiram do México em direção à Cuba no Iate Granma com os 84 soldados barbudos revolucionários em 1956, seus ideáis não eram comunistas própriamente dito como a maioria das pessoas acreditam. Che (O mais esquerdista dos líderes) ainda estava em processo de formação de seus ideais de esquerda (havia lido apenas Marx e Lenin), Raúl também era simpatizante da esquerda, porém Fidel e os outros tinham interesse apenas em derrubar a Ditadura Batista e remover os Imperialistas Estadunidenses, que comandavam o país, de seu território, além de fazer uma reforma agrária e entre outras propostas para arrumar a economia cubana. Cuba era uma espécie de paraíso para diversão e prazer de turistas e soldados Norte-Americanos. Mulheres eram prostituidas e humilhadas, o povo era praticamente escravizado e o país não passava de uma colônia estadunidense em meio à América Central. Os EUA se aproveitam do seguinte citado na obra de Perigalli sobre as civilizações americanas que a história tem demonstrado que o desenvolvimento de uns está condicionado ao subdesenvolvimento de outros. Comprovou que o capitalismo destrói os antigos e novos modos de produção onde for necessário para seu crescimento, mas mantem estruturas pré-capitalistas quando necessário.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;O que moveu o Movimento 26 de julho, ou M-26-J, como também era conhecido, foi o ufanismo (sentimento nacionalista) que moviam os cubanos cansados das humilhações sofridas pelo governo. Já Guevara, entra para o movimento mais movido pelo seu espirito aventureiro e sua procura por si mesmo, achar o que ele realmente procurava, ainda não muito claro em sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Os ideais comunistas da revolução começam a ser formados quando o M-26-J recebe o apoio do Partido Comunista Cubano que tem seu papel na revolução.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;A revolução dura 3 anos e em 1959 está acabada. Acontece a entrada triunfal dos barbudos revolucionários em Havana aclamados pela população que fora tão importante nas lutas contra a Ditadura Batista quanto os próprios combatentes e saem na capa de todos os jornais do mundo. A população cubana forneceu abrigo, comida entre outras necessidades que os revolucionários necessitavam ao longo de seus avanços e suas batalhas pelo território cubano, além dos manifestos e protestos de rua. Nas palavras do Che: "Nós demonstramos que um grupo pequeno de homens decididos, apoiados pelo povo e sem medo de morrer, por uma nobre causa, pode chegar a se impôr a um exército regular e diciplinado e derrotá-lo definitivamente. Essa é a lição fundamental!"&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Os principais problemas enfrentados por Cuba hoje são econômicos. O bloqueio continental imposto pelo Imperialismo Estadunidense (a maioria dos países do mundo tem ligação econômica com os EUA e alguns inclusive dependem deles, caso algum mantenha grandes negociações com Cuba ou tente ajudá-los economicamente, será automáticamente mais um inimigo norte-americano, o que não é nada interessante nos dias de hoje se tratando de guerras) faz com que Cuba não possa movimentar sua economia como qualquer outro país. A economia cubana se movimenta com suas próprias pernas e vivem basicamente de produção própria, sem importações. Os Norte-Americanos possuem alguns motivos para complicar a vida dos cubanos, entre eles o fato de terem sido expulsos do território pelos Revolucionários de Fidel, a ligação direta de Cuba com a União Soviética durante a Guerra Fria e o Comunismo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;A pouca renda cubana é muito bem distribuida entre a população. Todos tem o necessário para se viver adequadamente, não lhes falta nada que é necessário para um ser humano viver com tranquilidade. A populção é 99% alfabetizada e possui um sistema de saúde muito eficiente. Por todos serem politizados, entendem as necessidades da política defensiva e protecionista severa, apesar de alguns "erros" (morte de assassinos da ditadura Batista, traidores da revolução e outros que ameaçaram a paz do País; privações à população) da ditadura Fidel Castro. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela população e pelo governo, o ufanismo cubano é o que os mantém ao longo da metade do século XX até aqui firmes sem depender de nenhum outro país e seguros de que não voltarão a ser uma colônia, de um país imperialista, humilhada e miserável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CASTAÑEDA, J.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Che Guevara, a vida em vermelho&lt;/span&gt;. São Paulo: Companhia de Bolso. 2006.&lt;br /&gt;- TAIBO II, P. I.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Ernesto Guevara, também conhecido como "Che"&lt;/span&gt;. São Paulo: Companhia das Letras. 2008. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- PERIGALLI, E. A América que os europeus encontraram. 13ª ed. rev. atual. São Paulo: Atual, 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;__&lt;/span&gt;Abaixo, um vídeo do Che descrevendo a economia de Cuba e as dificuldades que o país enfrentava e haveria de enfrentar após a revolução.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n9XVADujvIo&amp;amp;hl=" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-2193888206009867985?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/2193888206009867985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=2193888206009867985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/2193888206009867985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/2193888206009867985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2009/01/movimento-26-de-julho-comunismo-ou.html' title='Movimento 26 de julho - Comunismo ou Ufanismo?'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-8214269641753478320</id><published>2008-12-18T11:05:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T11:27:56.200-08:00</updated><title type='text'>Discussões de Cartografia: Geografia ou Política?</title><content type='html'>A posição geopolítica do Mapa Mundi que utilizamos aqui no Brasil, o modelo europeu, tem gerado muita discussão entre os cientistas e os leigos no assunto. Por que o Pólo Sul é para baixo e o Pólo Norte é para cima? Norte e Sul sempre são para cima e para baixo, respectivamente? Por que em outros lugares o mapa é diferente do nosso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos Fatos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mapa que conhecemos possui a Europa no meio e na parte alta. Por quê? Eurocentrismo. Os europeus (primeiros a desenvolver noções cartogáficas em nível continental) colocaram a Europa no Alto numa espécie de divisão sócio econômica e no meio por ser considerado o centro do mundo antigo, onde tudo acontecia. Melhor explicando, a Europa como sendo melhor que os outros, o centro das atenções. Os países considerados sub-desenvolvidos estão localizados na parte baixa do mapa e os considerados desenvolvidos, na parte alta, como uma noção de superioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós aceitamos este mapa porque o Brasil é um país sem auto-confiança científica. Nós nos sentimos inferiores aos demais países. Utilizamos o modelo europeu dentro os principais fatores a nossa colonização portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os geógrafos estadunidenses usam o mapa com os EUA no meio, a Europa à direita e a Ásia e Oceania à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já os geógrafos Australianos utilizam um mapa invertido, de cabeça para baixo. A Austrália fica no centro do Mapa e no alto (O pólo sul para cima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norte e Sul serão sempre Norte e Sul (através da bússola - que é composta por uma agulha magnética na horizontal suspensa pelo centro de gravidade, e aponta sempre para o eixo norte-sul, ao seguir a direção do norte magnético da Terra - podemos localiza-los.). Norte não tem nada à ver com ser para cima ou para baixo, assim como Sul também não tem nada à ver com ser para cima ou para baixo. Isto é por causa da noção de cartografia que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SUqgwsxDSlI/AAAAAAAAAD0/cOeEwSmPLNM/s1600-h/mapa+mundi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281210271556389458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 177px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SUqgwsxDSlI/AAAAAAAAAD0/cOeEwSmPLNM/s320/mapa+mundi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa no estilo Europeu&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SUqiY4WL35I/AAAAAAAAAD8/n0XxlUF0ELQ/s1600-h/Austr%C3%A1lia.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281212061371326354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SUqiY4WL35I/AAAAAAAAAD8/n0XxlUF0ELQ/s320/Austr%C3%A1lia.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa utilizado na Austrália&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-8214269641753478320?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/8214269641753478320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=8214269641753478320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/8214269641753478320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/8214269641753478320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/12/discusses-de-cartografia-geografia-ou.html' title='Discussões de Cartografia: Geografia ou Política?'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SUqgwsxDSlI/AAAAAAAAAD0/cOeEwSmPLNM/s72-c/mapa+mundi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-7401960597781281108</id><published>2008-12-14T19:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-14T19:53:17.037-08:00</updated><title type='text'>Pena que não acertou...</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="392"&gt;&lt;param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=935471&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" name="FlashVars" /&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=935471&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante uma entrevista coletiva em Bagdá um jornalista jogou um sapato contra o presidente americano. Bush abaixou para desviar. O serviço de segurança agiu rapidamente e retirou o homem da sala.&lt;br /&gt;O homem foi levado para um local desconhecido pelos agentes secretos americanos. Espero que ele esteja bem, pra mim foi o heroi do ano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-7401960597781281108?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/7401960597781281108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=7401960597781281108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/7401960597781281108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/7401960597781281108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/12/pena-que-no-acertou.html' title='Pena que não acertou...'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-6574850366108704713</id><published>2008-12-13T21:47:00.001-08:00</published><updated>2008-12-13T21:47:32.056-08:00</updated><title type='text'>Lição de vida</title><content type='html'>Para ajudar o próximo, basta querer, é só ter boa vontade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que tem muito e não ajuda ninguém, outros com tão pouco conseguem ajudar muitas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se cada um de nós fizesse alguma coisa por alguém, pensasse no próximo, o mundo não estaria como está hoje, tão desigual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GF8EqPLEDiA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GF8EqPLEDiA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Qtea4FHdBo4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Qtea4FHdBo4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sistema é assim: Tu te omite, te corrompe ou vai pra guerra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia que me convencerem que eu não posso mudar o jeito que o mundo está hoje, não terei razão para viver! Eu escolhi ir pra guerra, e tu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-6574850366108704713?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/6574850366108704713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=6574850366108704713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/6574850366108704713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/6574850366108704713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/12/lio-de-vida_13.html' title='Lição de vida'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-5973201785476781440</id><published>2008-12-02T15:26:00.000-08:00</published><updated>2009-05-26T17:53:29.287-07:00</updated><title type='text'>Grécia Antiga - Período Clássico (séculos V - IV a.C.)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;1 – Introdução às Guerras Médicas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Chamado de Período Clássico (século V – IV a.C.) marcou o apogeu (Guerras médicas) e o declínio (Guerra do Peloponeso) da civilização grega.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Os persas (ou medos) iniciaram um movimento expansionista no século VI a.C. que originou um império que abrangia o Egito, a Índia, a Fenícia e as cidades gregas do litoral da Ásia Menor. Sua supremacia naval nos mares Egeu e Negro ameaçavam a península balcânica. Com a revolta das cidades gregas da Ásia Menor, lideradas por Mileto, começam os conflitos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Sob o comando do imperador Dario I, as forças persas invadiram a Grécia continental, em 490 a.C., porém essa ofensiva foi barrada pelos atenienses na Batalha de Maratona. Uma década depois o filho de Dario, Xerxes, então rei dos Persas, realiza outra incursão, uma terrestre e uma naval. Vendo-se diante de um inimigo comum, as cidades-estado gregas se unem: Esparta, liderada por Leônidas em investidas terrestres é derrotada na Batalha das Termópilas (narrada na obra de Heródoto: História). Atenas, liderada por Temístocles em investidas marítimas, venceu definitivamente os persas na Batalha da Salamina. Posteriormente conseguiram expulsar os persas também da Ásia Menor.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Com o intuito de proteger as cidades gregas da Ásia Menor e o mar Egeu, foi decidida a criação de uma aliança marítima, conhecida como Liga de Delos. Possuidora de uma posição hegemônica das restantes cidades, Atenas serviu dos recursos da Liga para a reconstrução e o embelezamento de sua Acrópole e para se transformar em um império marítimo e comercial. De todas suas conquistas só não concretizou a unificação de toda Grécia, pois Esparta e suas aliadas formaram a Liga do Peloponeso.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;No governo de Péricles (461 – 431 a.C.), a democracia escravista atingiu seu limite. A prosperidade econômica de Atenas estava baseada em mão-de-obra escrava. Além de utilizados nas minas, nas oficinas de artesanato e nos serviços domésticos, ainda eram vendidos como mercadoria para outras cidades gregas, ou seja, Atenas exportava escravos pro resto da Grécia. Péricles representava os interesses de muitas camadas sociais: comerciantes, artesãos e grandes produtores. Realizou reformas políticas a fim de que todos os cidadãos participassem da vida pública. Para reduzir as tensões sociais, aumentou ofertas de empregos nas construções públicas (a exemplo do Partenon em homenagem à Deusa Atenas). Todavia, restringiu o direito de cidadania: somente filhos de pai e mãe atenienses seriam considerados cidadãos, continuando excluídos os metecos (estrangeiros), mulheres e escravos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;O expansionismo ateniense desagradou muitas cidades gregas levando a Grécia à uma crise interna que resultou na Guerra do Peloponeso.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Resumido rapidamente as guerras médicas no primeiro item, falaremos de Herôdotos, considerado o Pai da História, que descreveu em sua obra (História) a Batalha das Termópilas que será o assunto do item 3. No item 4 encerraremos com a Guerra do Peloponeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 –A Historiografia Grega e Heródoto, o Pai da História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Ao se interessarem pelas questões do mundo e o lugar do homem nele, os gregos reconsideraram o seu passado, daí a idéia de Heródoto escrever sua obra. Antes disso os interesses dos gregos se voltavam mais para os mitos, poemas, histórias de famílias, etc. Essa por vezes usada para a resolução de questões de poder de terras e cultos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Os principais estudiosos dessa historiografia grega foram Heródoto e Tucídides.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Heródoto nasceu em Halicarnasso (atual Bodrum, cidade turca), na Ásia Menor, nos limites do Império Persa, no ano de 4230 do período Juliano, o que equivale a 484 a.C. Filho de Lixas e Drio, sobrinho de Paniasis, que foi um grande poeta, segundo de suma importância para a Grécia após Homero, o primeiro. É provável que Heródoto tenha falecido por volta de 425 a.C.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Heródoto foi o primeiro a escrever uma obra em prosa onde reúne diversas narrativas históricas ou quase históricas onde analisa o psicológico das personagens conversando com o leitor. Antes de Heródoto, existiram crônicas e épicos que também haviam preservado o conhecimento do passado. Mas Heródoto foi o primeiro não só a gravar o passado, mas também a considerá-lo um problema filosófico ou um projeto de pesquisa que podia revelar conhecimento do comportamento humano. A sua criação deu-lhe o título de "pai da história" e a palavra que utilizou (historie), que previamente tinha significado simplesmente "pesquisa", tomou a conotação atual de "história".&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Ele investigou o passado através de livros e depoimentos durante suas viagens pela Grécia,conhecendo novas culturas e costumes assim dando um valor científico à sua obra.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;O que sabemos é que Heródoto escreveu somente duas obras : uma sobre a história da Assíria, que infelizmente se perdeu com o tempo e  outra, intitulada, “Histórias” que chegou até nós praticamente completa. Em Histórias, o estudioso retrata o conflito entre gregos e persas nas Guerras Persas, ou Guerras Médicas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Outro grande historiador foi Tucídides que escolheu como tema de suas pesquisas a Segunda Guerra do Peloponeso. Focalizando seus estudos nos aspectos militares e políticos, acompanhando a guerra ano a ano através desses fatores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 – Batalha das Termópilas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;O principal motivo da batalha foi quando o Orador conta à Leonidas que um mensageiro persa chegou a Esparta e comunicou-lhe o desejo de Xerxes em dominar a região. Leónidas, ofendido com tal mensagem, mata toda a comitiva persa e decide começar uma guerra cotra Xerxes.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Esta batalha narrada por Herodotos ocorreu no desfiladeiro das Termópilas, na Grécia Central. Ali, 300 espartanos, todos eles pais para que se pudesse perpetuar a tradição militarista da cidade, sob o comando de seu rei Leónidas, acompanhados por 7000 aliados de outras cidades-Estado helénicas, enfrentaram centenas de milhares de persas liderados por Xerxes, filho de Dario. Foi travada no contexto da II Guerra Médica, decorreu no Verão de 480 a.C.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;A grande difereça numérica entre os inimigos, levou a batalha a terminar com uma aparente vitória persa. Os Gregos conseguiram derrotar um grande número de inimigos e retardar o avanço dos Persas pela Grécia, antes de serem totalmente derrotados. Sua intervenção, para não morrerem como escravos persas, foi decisiva para o futuro do conflito, o que levou-lhes a ser também considerados vencedores. De fato, não vence uma batalha apenas aquele que destrói o exército inimigo, mas sim aquele que cumpre seu objetivo. Os Espartanos, ao deterem durante 3 dias, os Persas nas Termópilas, permitiram a salvação de Atenas e da nascente Civilização Ocidental.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Segundo Heródotos, numéricamente falando, a batalha envolveu quatro milhões e meio de homens arregimentados à força pelos Persas, contra Leónidas e os seus trezentos Espartanos, combatendo tão-só pela liberdade da sua Nação. Mas não havia apenas Espartanos nas Termópilas. Enumera, do lado grego, trezentos Espartanos, quinhentos hoplitas de Tegeia e outros quinhentos de Mantineia, cento e vinte de Orcómeno, mil da Arcádia, quatrocentos de Corinto, duzentos de Pilos e oitenta de Micenas (prefazendo estes o contingente do Peloponeso, num total de 3100 homens); setecentos de Téspias, setecentos de Tebas, mil homens da Fócia, e ainda um número desconhecido (mas elevado) de Lócridos Opuntianos. Portanto, no mínimo, cinco mil e quinhentos homens.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Outro fato muito importante envolve esta batalha: 480 a.C. foi ano de Olimpíadas, durante as quais se proclamava a trégua sagrada e cessavam as hostilidades entre todos os inimigos na Grécia. Embora se tratasse de um inimigo externo (não-heleno), e se tratasse de uma situação de excepção, a trégua entre os Gregos não foi respeitada.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Quanto ao campo do adversário, Heródoto fala em 2,1 milhões de Medo-Persas, acompanhados por 2,6 milhões de soldados auxiliares. Tradicionalmente os escritores da antiguidade costumavam aumentar exageradamente os números para grandificar os feitos de seus países. Sendo assim é possível que estes números não sejam desta forma exagerados, mas acredita-se que de fato eram números elevados.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Em Agosto de 480 a.C., as forças da Liga posicionaram-se no interior do estreito, com Leónidas no supremo comando, tendo este no entanto que fazer face à tentativa de deserção dos Tebanos (acusados de simpatizarem com os Medos, teriam eventualmente deslocado às Termópilas apenas para que não recaísse sobre a sua cidade a inimizade e o opróbrio dos restantes membros da Liga, e tendo já provavelmente a intenção secreta de se furtarem a meio do combate, como viria, de fato, a acontecer), e aos pedidos dos seus aliados do Peloponeso, que desejavam que as forças se concentrassem no Istmo de Corinto. A tudo isto o rei espartano respondeu com mão de ferro. Colocou ainda os Fócios a guardarem a rectaguarda do estreito, por forma a evitar qualquer ataque surpresa.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Ao mesmo tempo, os Persas aproximavam-se do desfiladeiro, tendo Xerxes montado o seu acampamento no topo de uma colina sobranceira, em Mália, onde instalou também o seu trono áureo, de onde observou, durante dias, o confronto armado entre os seus homens e os irredutíveis Helenos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Durante quatro dias, Xerxes esperou que fossem os Gregos a tomar a iniciativa, mas como isto não ocorreu, decidiu ele mesmo atacar, na madrugada do quinto dia; os seus homens, armados somente com um pequeno escudo e uma lança de menores dimensões que a dos hoplitas gregos (cujo armamento – elmo, couraça, escudo, grevas, lança e uma pequena espada – lhes dava, nesta fase do confronto, uma superioridade decisiva), ao tentarem penetrar no desfiladeiro, viram-se completamente rechaçados, pois as falanges gregas facilmente destruíam as suas lanças e, desarmando-os dessa forma, fácil foi chaciná-los em seguida.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Xerxes, que observava o espectáculo, teria dito, segundo Heródoto, ter “muitos homens, mas poucos soldados”. De fato, embora Xerxes dispusesse da superioridade numérica, as condições físicas do estreito impediam-no de tirar partido dessa vantagem (designadamente, pela impossibilidade de fazer aí atacar a sua célebre cavalaria).&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Mesmo quando Xerxes ordenou que os archeiros medos disparassem, os longos escudos dos Gregos protegeram-nos das flechas. Como estas estratégias não davam resultados, Xerxes ordenou enfim que avançassem os 10 mil Imortais, comandados por Hidarnes. Tratava-se do corpo de elite da infantaria persa. Devia o nome ao fato de, assim que morria um dos seus combatentes, este era imediatamente substituído, prefazendo dessa forma um total constante de dez mil, por isso eram tidos como “imortais”. Os guerreiros Imortais de Xerxes não obtiveram sucesso sendo arrasados pelos Espartanos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;No 6º dia Xerxes resolve atacar novamento, sendo novamente derrotado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Foi então que apareceu, no acampamento persa, Efialtes, filho de Euridemo de Mális, nome que tem ecoado pelos séculos como sinônimo de traidor. Dirigiu-se ao Rei Xerxes na esperança de obter uma compensação  ao informar sua estratégia de usar um caminho caminho secreto que conduzia à retaguarda das Termópilas (onde se achavam os Fócios), através da montanha. Xerxes aceitou sua estratégia, convocando Hidarnes e ordenando que os Imortais percorressem o dito caminho durante a noite, para aacar os Gregos logo pela madrugada. Estratégia que deu certo, quando os Fócios se deram conta da presença do inimigo, era tarde demais. Segundo Heródoto, um adivinho que se encontrava entre os soldados, Megístias, após analisar as entranhas dos animais sacrificados pelos Persas em oferenda aos deuses para confirmar sua vitória, concluiu que a morte chegaria aos Espartanos inevitavelmente. Leónidas reuniu o conselho de guerra, tendo as opiniões dos Helenos dividido-se: uns eram a favor da retirada pura e simples, para evitar uma inevitável chacina; outros defendiam que aí deviam permanecer até ao último homem. Leónidas resolveu o problema, declarando que todos os Aliados eram livres de partir, já que não sentia neles a coragem para combater; apenas ele e os seus trezentos homens não podiam desertar, pois a isso os obrigava a Constituição de Licurgo (que declarava constituir a deserção a suprema desonra para um Espartano); se pelo contrário ali permanecessem e morressem a pelejar, o seu nome seria acumulado de glória e jamais cairia no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Ao mesmo tempo, esta decisão do rei deve ter sido reforçada pela chegada de um oráculo da Pitonisa de Delfos; pouco antes do começo da batalha, Leónidas mandara inquirir de Apolo quem sairia vencedor da pugna, e agora a sacerdotisa do deus respondia-lhe que um dos reis de Esparta deveria sacrificar-se para que a respectiva Cidade-Estado continuasse de pé.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Então chega o sétimo dia. Os Persas haviam já contornado o desfiladeiro, abandonado pelos Fócios, e iniciam o seu ataque por ambos os lados do estreito. Os Gregos, certos de que não havia outra saída que não fosse a morte, pareciam não a temer e, segundo Heródoto, lutavam com ainda mais vontade que nos dias anteriores, causando grandes perdas entre os invasores persas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;No último dia de ataque dos Persas, cercados, os Espartanos são derrotados numa luta corpo-a-corpo, morrendo de modo honroso. Leónidas caiu morto junto à seus soldados no meio da batalha. Segundo Heródoto, os soltados ao verem seu rei cair, tentaram resgatar seu cadáver no meio dos mortos para que pudessem lhe dar um digno e merecido funeral e preservá-lo de humilhações que poderiam ocorrer por parte dos inimigos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Ao fim da batalha, Xerxes vai pessoalmente ao campo de batalha procurar o corpo de Leonidas e após encontrá-lo, mandou decapitá-lo e empalar sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;Mas a salvação do corpo do seu rei não foi o único problema com que os Espartanos se debateram; a sua maior dificuldade eram as deserções que continuavam a verificar-se (Heródoto cita os nomes de dois homens que teriam sobrevivido à batalha, afirmando que um deles cometeu suicídio por não aguentar a pressão da desonra, demonstrando assim que até entre os Espartanos houve deserções, e que nem todos os Trezentos teriam morrido na batalha). Xerxes, descontente, ordenou que metade dos combatentes tebanos fosse massacrada, e a outra metade escravizada – destinando-se o castigo a punir a demora no honrar do acordo de aliança celebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;4 – Guerra do Peloponeso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;___&lt;/span&gt;A guerra do Peloponeso se deu porque os interesses de Atenas acabaram se chocando com os interesses de Esparta, lider da Liga do Peloponeso. O confronto deu-se de culturas e de regimes políticos antagônicos. De um lado Atenas, democrática e imperialista, com a força assentada no poder naval; do outro, Esparta, militarista e conservadora com o poder apoiado no mais organizado exército grego. A guerra durou até 404 a.C. quando Esparta derrota Atenas na Batalha de Egos Pótamos. O confronto entre as duas cidades dado o equilibrio de forças existente, devastou a Grécia e demarcou o início de seu declínio. A hegemonia espartana dura pouco, dando lugar à cidade de Tebas, que também teve uma liderança efêmera. Surgiu, então, no norte da Grécia, uma nova potência: a Macedônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- HERÓDOTO. &lt;em&gt;História&lt;/em&gt;. Brasília: Universidade de Brasília. 1988.&lt;br /&gt;- JONES, Peter V. (organizador). &lt;em&gt;O mundo de Atenas: uma introdução à cultura clássica ateniense&lt;/em&gt;. [tradução: Ana Lia de Almeida Prado]. São Paulo: Martins Fontes, 1997.&lt;br /&gt;- CARTIEDGE, Paul. &lt;em&gt;História Ilustrada da Grécia Antiga&lt;/em&gt;. São Paulo: Editora Escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filme:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- MILLER, Frank. &lt;em&gt;300&lt;/em&gt;. Warner Brothers. EUA, 2006.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-5973201785476781440?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/5973201785476781440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=5973201785476781440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/5973201785476781440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/5973201785476781440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/12/grcia-antiga-perodo-clssico-sculos-v-iv.html' title='Grécia Antiga - Período Clássico (séculos V - IV a.C.)'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-2899240936355026392</id><published>2008-12-01T11:55:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T21:46:09.287-08:00</updated><title type='text'>O Brasil de Luzia e a Origem dos Americanos</title><content type='html'>1 – INTRODUÇÃO À ARQUEOLOGIA PRÉ-HISTÓRICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;O interesse humano em desvendar os mistérios de sua origem vem desde os tempos clássicos antes de Cristo. A teoria do homem como obra de Deus sustentou-se durante milhares de anos até o surgimento da Arqueologia Pré-Histórica, que vem provando que essas crenças não passam de mito, no século XVIII com Christian Jürgensen Thomsem. Ele desenvolveu uma poderosa técnica de classificação cronológica através de análises em artefatos. Seu patriotismo foi um dos principais motivos para começar seus estudos como muitos antiquários da época. Em 1816, a Comissão Real Dinamarquesa convidou Thomsem para fazer o catálogo da coleção de antiguidades para exibição. Foi então que ele decidiu dividir a coleção em 3 classificações cronológicas, subdividindo a Pré-História em Idade da Pedra, Idade do Bronze e Idade do Ferro. Desde então, ao longo dos séculos procedentes, a arqueologia sofreu várias mudanças com surgimentos de teorias e técnicas inovadoras na procura de artefatos transformando-se num curso acadêmico como se apresenta nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;No Brasil, Em 1825, chegou no Rio de Janeiro, Peter Lund, hoje considerado pai da arqueologia brasileira. Após ir e voltar da Europa, Lund vai à Minas Gerais, em 1834, junto ao botânico Ludwig Riedel, onde começam escavações. Durante a viagem, Lund foi informado das cavernas existentes em Lagoa Santa, ao sul de Curvelo, onde se encontrava. Foi lá que passou a encontrar vários fósseis de espécies já extintas. Notou que nas cavernas existia um padrão geral de sedimentação. No piso existia uma argila fina, abaixo uma capa estalagmítica não muito espessa, após uma argila vermelha que podia atingir alguns metros de profundidade e apresentava muitas ossadas fósseis. Em 1843 ocorreu um esvaziamento da Lagoa do Sumidouro e Lund pôde revelar um verdadeiro baú de ossos encontrado numa gruta que ficava embaixo da água localizada no sopé de um maciço calcário que margeia parcialmente a lagoa. Então, após analisar os crânios e ossos ali encontrados, lançou a hipótese de que o homem teria surgido primeiro na América e depois migrado para a Ásia, onde teria dado origem às populações mongólica, procedendo do imperfeito para o mais perfeito. Após 10 anos de escavações e vários achados, Lund interrompeu suas escavações alegando através de uma carta para sua família que não tinha mais saúde nem condições financeiras para prosseguir.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Após Lund, começou então a exploração arqueológica no Brasil. No final do Século XIX, Von den Steinen realizou escavações nos sambaquis de Santa Catarina, Emilio Goeldi em sítios arqueológicos do Amapá e Kröne estudava os sambaquis no litoral paulista. Após estes, houve poucas pesquisas arqueológicas no país até a metade do século XX. O casal Betty Meggers e Clifford Evans, por volta dos anos 1960-70, fez pesquisas na Ilha de Marajó, na Amazônia, e tentaram montar um quadro preliminar da pré-história dos estados da fachada marítima, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte onde encontraram as tradições ceramistas reconhecidas até hoje.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Cem anos após a chegada de Lund, começam novas escavações na região de Lagoa Santa - MG por Harold Walter entre outros membros da então formada Academia de Ciências de MG. Foram encontrados restos de animais pré-históricos junto ao esqueleto do então chamado “Homem de Confins”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Entre 1973 e 1976, a arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire concentrou escavações no abrigo de Lapa vermelha, conhecido como Lapa Vermelha IV. Após onze metros de escavação encontrou o esqueleto de uma jovem do sexo feminino posteriormente denominado Luzia (nomeada assim pelo arqueólogo Walter Neves – Considerada a “Lucy brasileira”, provavelmente fora chamada assim e não Lúcia, o que seria Lucy em inglês, devido à cidade de Santa Luzia, vizinha de Lagoa Santa) e datado em aproximadamente 11,5 mil anos. O que mais espanta em Luzia é sua aparência fenotípica com os Aborígenes Australianos, a grande questão é como ela teria chegado na América? Deste ponto em diante abre-se a discussão mundial da chegada destes povos aqui, visto que há 12 mil anos atrás não existia nenhum tipo de embarcação ou se existia, não seria capaz de atravessar o oceano e chegar até aqui. A derrocada do modelo norte-americano “Clovis-first” por Tom Dillehay após achados pré-Clóvis no Chile, fizeram com que Luzia ficasse famosa no mundo. Então Walter Neves fez um modelo cronológico de todos os achados de Lund em Lagoa Santa provando que Luzia não estava sozinha, destruindo assim as teorias norte-americanas que tentavam derrubá-la.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Introduzido um resumo da Arqueologia Pré-Histórica Mundial e Brasileira no primeiro item, no 2º item haverá uma rápida cronologia histórica sobre o surgimento do homem no mundo e na América. No 3º item falarei sobre as teorias a respeito da chegada do homem à América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – CRONOLOGIA HUMANA NO BRASIL E NO MUNDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Como sabemos, sobre o surgimento da vida no planeta está registrado que as bactérias surgiram cerca de 3,5 bilhões de anos, criaturas multicelulares há 1,8 bilhões de anos, primeiros animais há 575 milhões de anos, formas animais hoje existentes há 530 milhões de anos, sabe-se que 9/10 da evolução da vida ocorreu embaixo da água. Plantas terrestres surgiram há 500 milhões de anos, primeiros invertebrados e vertebrados terrestres há 450 e 360 milhões de anos respectivamente, dinossauros e mamíferos há 250 milhões de anos, sendo que os dinossauros extinguiram-se há 65 milhões de anos, primatas surgem aos 55 milhões de anos e posteriormente os homens e seus ancestrais diretos, os hominíneos, surgidos há 7 milhões de anos. Deste período, denominado Paleolítico, foi encontrado o esqueleto mais antigo de uma espécie anterior a humana, no deserto do Chade, na África Central. Chamado de Homem de Toumai revolucionou a história da espécie humana sugerindo que a diversidade de espécies pré-humanas é muito maior do que se imaginava.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Até então acreditava-se que os australopitecus (Lucy, encontrada em Hadar, no deserto de Afar, Etiópia. Esqueleto datado em torno de 2,5 milhões de anos) fossem os descendentes diretos do gênero Homo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;O surgimento do gênero Homo se da por volta de 2 milhões de anos nas savanas africanas. A partir daí começa a evolução do homem fisicamente parecido conosco principalmente do Homo erectus que tão logo ao seu surgimento começou a se expandir para outros continentes, tendo chegado ao Cáucaso (entre Europa e Ásia) por volta de 1,75 milhões de anos. Alguns autores acreditam segundo análises em crânios, em duas espécies distintas: Homo ergaster (Ásia) e Homo erectus (África). Por volta de 1,6 milhões de anos começaram a surgir ferramentas de pedra lascada, mas sem uma concepção formal do objeto desejado. Indústria lítica conhecida como Acheulense, acredita-se que apenas depois dessa indústria o homem tenha saído da África. Por volta de 800 mil anos os primeiros grandes cérebros começaram a surgir. Podemos reunir todos em uma única espécie: Homo heidelbergensis (homem fisicamente moderno). Datada em 400 mil anos, uma lança de madeira foi encontrada junto a esqueletos de cavalos pré-históricos na Alemanha, nos anos 1990. Por volta dos 250 mil anos o homem desenvolve uma técnica revolucionária no lascamento de pedras dando início a indústria lítica chamada Musteriense, essa indústria teve seu auge entre os Neandertais, que surgiram há 200 mil anos no Norte da Europa Ocidental. Os heidelbergensis, por volta dos 300 mil anos, passaram a apresentar uma morfologia craniana notável, faces para frente afastadas do neurocrânio, característica mais importante do crânio neandertal. Ao contrário do que se pensava os neandertais não possuíam nenhum tratamento ritual aos mortos, apenas os enterravam em covas rasas e mal elaboradas provavelmente por razões higiênicas ou evitando predadores, sua extinção (29 mil anos) coincidiu com a chegada e expansão do Homo sapiens (homem comportamentalmente moderno - 45 mil anos) no Oriente Médio e na Europa por volta dos 40 mil anos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;No Piauí, foram encontrados resquícios de fogueiras possivelmente feitas por homens pré-históricos datadas em torno de 40 mil anos (período chamado Paleoíndio), apelidado de “homem da pedra furada”, seria o mais antigo das Américas, no entanto não foram encontrados ainda restos mortais destes humanos, não comprovando sua real existência.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;A possível ocupação da Lapa do Sol, no vale do Rio Guaporé, Mato Grosso, teria se dado há 14 mil anos atrás, no Mesolítico. Neste mesmo período, em torno de 12 mil anos o homem, já adaptado a natureza, usava o fogo para espantar animais, era forrageador (vivia da coleta, caça de pequenos animais e pesca) e fabricava objetos de pedra lascada. Eram nômades e dividiam espaço com a Megafauna. Época que viveu Luzia, a primeira mulher brasileira, datada em 11,5 mil anos. 500 anos depois é possível afirmar que o homem domesticava animais e desenvolveu a agricultura. Também produzia peças com preocupação estética, como a cerâmica. É provável que nessa mesma época tenha começado a ocupação da caverna da Pedra Pintada, em Monte Alegre, no Pará.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Já na Era Glacial (9 mil anos; Neolítico – Arcaico), o frio em áreas de glaciações levava o homem a se refugiar em cavernas e a usar o fogo para obter aquecimento e luz.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;A ocupação de diferentes áreas da Amazônia começa por volta de 8 mil anos, pode-se citar, principalmente: Serra dos Carajás (PA), Rio Jamari (RO), Rio Caquetá (Colômbia), Baixo Rio Negro (próximo à Manaus) e Alto Orinoco (Venezuela). É possível que neste período também tenha iniciado a produção de cerâmicas nos sítios da caverna da Pedra Pintada.&lt;br /&gt;1000 anos mais tarde, a técnica da metalurgia com ferro e bronze é usada pelos povos Mesopotâmicos, no oriente.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Aqui no Brasil, em 5500, dá-se o início da produção cerâmica nos sambaquis do litoral paraense.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;A escrita surge na China, com símbolos pictórios, no Egito, com os hieróglifos, e na Mesopotâmia, em forma cuneiforme, há 5 mil anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Em 4500 dá-se o início da formação das terras pretas pelos indígenas brasileiros no rio Jamari. Essas terras são ricas em nutrientes e extremamente férteis, ótimas para plantação. Provavelmente foram formadas com restos mortais de animais, fezes, urina, cascas de frutas e raízes, carvão entre outros orgânicos acumulados pelos índios. 500 anos depois os índios tornam-se mais sedentários e desenvolvem a agricultura, territórios são ocupados com construções de estradas e barragens. A ocupação da Ilha de Marajó por grupos fabricantes da cerâmica Ananatuba, ocorre por volta de 3900 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;A ocupação dos grupos fabricantes de cerâmicas da tradição Poço na Amazônia central, próximo à Manaus e do baixo Amazonas, próximo ao rio Trombetas, ocorre por volta de 2300 e tem uma duração de aproximadamente 200 anos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Por volta de 2 mil anos, as sociedades seminômades aperfeiçoam suas técnicas de caça, pesca e moradia como os povos dos sambaquis (do tupi-guarani tampa, marisco, ki, monte). Logo depois, por volta de 1700, ocorre a ocupação da Ilha de Marajó por grupos que produziram as cerâmicas da fase Marajoara, ao mesmo tempo que começa a expansão policroma desde a Ilha de Marajó até o sopé dos Andes Peruanos, Equatorianos e Colombianos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Em 1600 ocorre a formação de terras pretas em diferentes partes da Amazônia e organização de grandes aldeias. Essas terras pretas, formadas pelos índios, existem até hoje na floresta, o que possibilita a agricultura neste local, visto que a Amazônia não é possuidora de um solo bom para essa cultura.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;O processo de diversificação cultural na foz do Amazonas (Amapá), incluindo o desenvolvimento de diferentes complexos cerâmicos (aristé, manzagão, maracá, aruá), escavação de poços funerários e construção de alinhamentos artificiais de pedra ocorrem por volta de 1500. Neste período continua a ocupação da Amazônia central por diferentes grupos (Manacapuru, paredão e guarita). 300 anos depois ocorre a ocupação da região dos rios Trombetas, Amazonas e Tapajós por grupos produtores de cerâmicas de tradição incisa e ponteada (Santarém e Konduri), de estatuetas de pedra polida, geralmente homens sentados em bancos, e muiraquitãs. Neste mesmo período começa, finalmente, a formação de grandes aldeias ligadas por estradas no alto Xingu.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Todas as datações utilizadas anteriormente são a.P.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – CHEGADA DO HOMEM À AMÉRICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Certamente os humanos chegaram ao novo mundo pelo estreito de Bering, entre a Rússia e os EUA, isso é fato. Para muitos a entrada do homem no continente americano pode ter se dado também através de navegação de cabotagem, com embarcações muito simples e precárias, costeando o litoral da Sibéria, após o do estreito e assim chegado ao Alaska. Outros acreditam que o homem, com esse mesmo tipo de embarcação, teria atravessado o Oceano Atlântico da África em direção à América, porém, essa teoria é totalmente descartável, afinal, se com embarcações européias do século XVI, donas de uma boa tecnologia, era difícil fazê-lo, quem dirá com embarcações primitivas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Há várias teorias quanto a origem do homem americano. Temos como exemplo a diversidade dentária apresentada por Christy Turner, que propôs a divisão mundial entre sinodontes e sundadontes. Os primeiros seriam do nordeste e leste asiático e de toda a América, os segundos seriam do sul asiático e da Austrália, sendo os sinodontes o padrão mais recente.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Já Greenberg, dividiu os americanos em três povos distintos (Ameríndios, Na-Denes e Aleuta-Esquimós), levando em consideração a diversidade lingüística aqui encontrada. Johana Nichols propôs que para haver uma diversidade lingüística tão variada, seria necessário que os humanos tivessem chegado à América por volta de 35 mil anos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Para os geneticistas, os humanos entraram na América em uma única migração por, volta de 13 mil anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;No Brasil, após ser feita a constituição do rosto de Luzia (crânio encontrado em Lagoa Santa com idade de 11,5 mil anos), aconteceu um fato inesperado pelos arqueólogos: Luzia tinha traços aborígenes. Como explicar o fato de Aborígenes oriundos da Austrália chegarem ao Brasil?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;______&lt;/span&gt;Ao longo dos meus estudos sobre a pré-história humana e do conhecimento que possuo sobre mapas da América e do mundo, pude perceber que no período da Era Glacial (Glaciação Wisconsin: 150 mil anos a.P. – 10 mil anos a.P), também conhecida como “A Era do Gelo”, o Pólo Sul abrangia uma área bem maior do que a atual, podendo assim ter se ligado territorialmente à Patagônia e à Austrália ou, pelo menos, ter ficado muito próximo de ambas podendo assim possibilitar uma passagem do homem seguindo algum tipo de animal ou com uma embarcação primitiva. Sendo assim, poderia ter saído da Tazmania, no sul da Austrália, atravessado até Dumont D’Urville no Pólo Sul. Após costear o Pólo, saído da Ilha de Livingston até a Ilha dos Estados ou até o Cabo Horn, na Patagônia, sul da Argentina. É evidente que esse processo pode ter levado milhares de anos, mas visto que alguns autores propõem que o homem pode ter chegado à América e ao Brasil principalmente há 40 mil anos, seria totalmente cabível. Essa hipótese confirmaria a teoria de que Luzia era uma aborígene que habitava este território por volta dos 12 mil anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PROUS, André. &lt;em&gt;O Brasil Antes dos Brasileiros&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006&lt;br /&gt;- NEVES, Walter A. &amp;amp; PILÓ, Luís B. &lt;em&gt;O Povo de Luzia&lt;/em&gt;. São Paulo - SP: Editora Globo. 2008&lt;br /&gt;- NEVES, Eduardo G. &lt;em&gt;Arqueologia da Amazônia&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006&lt;br /&gt;- SCHLIEMANN, Heinrich. &lt;em&gt;Os Grandes Enigmas das Civilizações Perdidas, vol. I e II&lt;/em&gt;. São Paulo: Otto Pierre Ed., LTDA. 1974.&lt;br /&gt;- ULRICH, Paul. &lt;em&gt;Os Grandes Enigmas dos Tesouros Perdidos&lt;/em&gt;. São Paulo: Otto Pierre, Ed., LTDA. 1974.&lt;br /&gt;- PEREGALLI, Enrique. &lt;em&gt;A América que os europeus encontraram&lt;/em&gt;. 13ª Ed. rev. Atual. São Paulo: Atual, 1994.&lt;br /&gt;- REVISTA NOVA ESCOLA. &lt;em&gt;O Brasil da Pré-História&lt;/em&gt;. Ed. Abril. 05/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes / Documentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- GIBSON, Mel. &lt;em&gt;Apocalypto&lt;/em&gt;. Touchstone Pictures. Icon Productions. EUA, 2006.&lt;br /&gt;- CARTELLE, Castor.&lt;em&gt; O Mistério do Poço Azul&lt;/em&gt;. Brasil, 2007.&lt;br /&gt;- STRINGER, Cris &amp;amp; PETTIT, Paul. &lt;em&gt;Neanderthal&lt;/em&gt;. National Geographic Channel. EUA, 2008.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-2899240936355026392?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/2899240936355026392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=2899240936355026392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/2899240936355026392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/2899240936355026392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/12/1-introduo-arqueologia-pr-histrica-o.html' title='O Brasil de Luzia e a Origem dos Americanos'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-7280374037272505037</id><published>2008-11-25T16:01:00.001-08:00</published><updated>2008-12-01T11:54:50.109-08:00</updated><title type='text'>Evolução ou Regressão Educacional?</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;___&lt;/span&gt;Nos primórdios do século XX os pais educavam seus filhos de maneira muito rígida, baseada em proibições, a famosa "rédia curta". Quando desobedecidos, tratavam-nos de forma violenta ou ignorante. Conforme o tempo foi passando, esses filhos traumatizados com suas criações foram tentando não cometer os mesmos erros com seus filhos, em sua grande maioria. Com o avanço das ciências que estudam o homem, fomos e somos capazes de aperfeiçoar áreas como a Psicologia, Pedagogia, Pediatria, Psiquiatria, entre outras. Essas ciências possibilitaram a formulação de maneiras melhores de criar nossos filhos com técnicas e programas que nos ajudam a educa-los de uma maneira melhor e mais correta, evitando que algo possa atrapalha-los no decorrer de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;___&lt;/span&gt;Hoje em dia, as coisas estão tomando um rumo que se não for tomada uma atitude imediata, perderemos o controle. É cada vez mais comum ver crianças de 11 ou 12 anos já com namorados e até fazendo coisas que mal sabem o que são, nem da gravidade do que pode ocorrer (gravidez, doenças...) e muito menos tem maturidade para fazê-las. Essa “pré-maturidade” acabará dificultando o processo de amadurecimento destes, visto que não tiveram uma infância completa e a passagem para adolescência foi “atropelada”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;___&lt;/span&gt;Os pais com a correria do dia-a-dia, trabalhando, estudando, entre outras exigências do mercado de trabalho e do mundo atual, acabam não tendo tempo de educar seus filhos, orientá-los e etc. O número de gravidez na adolescência está aumentando cada vez mais e os casos de DST em menores de 16 anos também. Essas crianças por falta de maturidade e orientação acabam causando mal a si mesmas sem saber. Pré-adolescentes com 12 anos necessitam de uma orientação constante dos pais para saberem a hora certa de fazer coisas que só deverão fazer quando atingirem a adolescência.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;___&lt;/span&gt;Muitas vezes esses casos não acontecem por culpa dos pais. O problema é que hoje em dia, se ligarmos a televisão às 21 horas é possível ver sexo quase que explicito, ver casos entre homossexuais (de forma alguma cito isto de forma discriminatória), ver pessoas totalmente nuas, crimes, brigas, maldades, pessoas agindo de má fé e se matando. Isso está errado, crianças não tem que ver esse tipo de coisas diretamente, pelo menos não sem uma orientação consistente do que é certo ou errado, do que é ser ou não ser.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;___&lt;/span&gt;É essencial que isso mude imediatamente, estas coisas não podem ser mostradas assim para todo mundo, mesmo que seja colocada a classificação etária no cantinho da tela de uma forma que ninguém enxerga. Devemos tomar alguma atitude para modificar isto ao invés de dar ibope e deixar nossas crianças verem esse tipo de programa antes da idade adequada.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;___&lt;/span&gt;Enquanto não muda, vamos arrumar um tempo para nossos filhos, conversar com eles, saber deles, mas sem ser radical, sem proibi-los de fazer as coisas (o dito popular “o que é proibido é mais gostoso” tem seu fundo de verdade), mas sim orientá-los, dar as probabilidades do que pode acontecer, dar as coordenadas e deixá-los escolher o melhor caminho. Escute o que ele pensa a respeito dos assuntos, como vai à vida, o colégio, se está acontecendo alguma coisa. Sempre seja o melhor amigo do seu filho, diga à ele que o ama e que sempre que precisar ele pode contar contigo. De sua orientação de forma calma e sincera, sem brigar, proibir ou usar a violência. O que ele fez ou pensou em fazer é passado, o importante é você orientá-lo para que não faça ou nunca mais repita. Ignorância e violência gera ignorância e violência. Seja o que for, passe confiança e esteja sempre disposto à ajudar, tente mantê-los debaixo dos seus olhos. Isso é essencial para o crescimento pessoal dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-7280374037272505037?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/7280374037272505037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=7280374037272505037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/7280374037272505037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/7280374037272505037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/11/evoluo-ou-regresso-educacional.html' title='Evolução ou Regressão Educacional?'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-925080874398534634</id><published>2008-10-31T12:15:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T09:50:26.855-07:00</updated><title type='text'>Apreciação crítica da obra "O Povo de Luzia"</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Esta resenha foi recentemente publicada na Revista da UNICAMP como matéria Especial ( http://www.historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=resenhas&amp;amp;id=45 ). Obrigado a todos que me apoiam, em especial aos Drs. Alexandre Navarro e Lúcio Menezes, estou muito feliz!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt0tMETD2I/AAAAAAAAAC4/bxq377B3xa4/s1600-h/povo+de+luzia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263428909194743650" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 302px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt0tMETD2I/AAAAAAAAAC4/bxq377B3xa4/s320/povo+de+luzia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Antes de tudo é fundamental citar que a obra de Neves e Piló, “O Povo de Luzia”, é, sem dúvidas, uma leitura formidável, sem complicações, onde é alcançado um elevado nível didático, não só falando de pré-história e achados, mas também outros variados assuntos contextualizando Lagoa Santa - MG (onde foram encontrados os fósseis) e a história de Luzia. Com textos e comentários muito bem elaborados, até irônicos em algumas ocasiões, é possível fazer uma viagem pela origem humana e pelos sítios arqueológicos brasileiros encontrados principalmente em MG muito bem descritos na obra. É composta por 8 capítulos sendo que à partir do capítulo 6, Neves e Piló fazem uma espécie de retrospecto fixando algumas passagens dos capítulos precedentes com o intuito de lembrar o caudaloso número de informações certificando-se que o leitor assimilou cada uma delas contidas na obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Povo de Luzia, num primeiro momento, fala sobre o processo de hominização, como surgiram os homens na terra. Os autores citam que o homem nasceu de um processo natural como qualquer outro ser vivo, os processos de evolução biológica e seleção natural, teoria de Darwin. Segundo eles evolução não tem projeto, nem mesmo a do homem e que, como expressou Jaques Monod, prêmio Nobel francês, é puro resultado do acaso, não é possível fazer visões no campo da evolução biológica por conseqüência das variabilidades genéticas e mudanças ambientais, a prova disso seria o imenso número de espécies que se extinguiram no passado. Ainda falam que Evoluir é tão diferente de tornar-se melhor quanto de tornar-se mais complexo, que seria apenas mudar mantendo-se adaptado. Seleção natural não fixa sempre alternativas perfeitas, elege a melhor entre as disponíveis e ainda ironizam a dificuldade que a evolução tem em gerar coisas absolutamente revolucionárias visto o tempo elevado que demora pra surgir e adaptar uma espécie num determinado ambiente, prova disto o abundante número de fósseis espalhados pelo planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem uma revisão no surgimento da vida no planeta registrando que as bactérias surgiram cerca de 3,5 bilhões de anos, criaturas multicelulares há 1,8 bilhões de anos, primeiros animais há 575 milhões de anos, formais animais hoje existentes há 530 milhões de anos, citam que 9/10 da evolução da vida ocorreu embaixo da água. Plantas terrestres há 500 milhões de anos, primeiros invertebrados e vertebrados terrestres há 450 e 360 milhões de anos respectivamente, dinossauros e mamíferos há 250 milhões de anos, sendo que os dinossauros extinguiram-se há 65 milhões de anos, primatas surgem aos 55 milhões de anos e enfim os homens e seus ancestrais diretos, os hominíneos, surgem há 7 milhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa frase atrevida, expressam que a pergunta se nós homens viemos do macaco é totalmente desnecessária pois somos um grande macaco! Deste ponto em diante fazem uma análise fenotípica e comportamental entre os primatas, grupo onde inclui-se o homem. Fazem ainda uma análise evolutiva e classificatória dos antropóides, especialmente os macacos propriamente ditos e os hominóides (pongíneos, gorilíneos e hominíneos). Após a análise começa então a história dos bípedes, onde o mais antigo foi encontrado em 2001 no Chade com datação de 7 milhões de anos e citam que, diferentemente do que pensava Darwin, a fixação da bipedia pela seleção natural se deu nas florestas e não nas savanas. Falam à grosso modo que os hominíneos existentes no planeta entre 7 e 2 milhões de anos eram verdadeiros chimpanzés em pé. Assim como o homem dista 7 milhões de anos do ancestral comum com os chimpanzés atuais (que tem uma identidade gênica entre 95% e 98% em relação aos humanos, sendo considerados nossa “espécie irmã”), estes também evoluíram 7 milhões de anos em relação ao mesmo ancestral. Ainda fazem uma análise das características ósseas desses primeiros hominíneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt4668MHBI/AAAAAAAAADg/Z_ftW3C4zmE/s1600-h/Ergaster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263433543162010642" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 235px; height: 181px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt4668MHBI/AAAAAAAAADg/Z_ftW3C4zmE/s320/Ergaster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O surgimento do gênero Homo se da por volta de 2 milhões de anos nas savanas africanas, como consta na obra. A partir daí começa a explicação sobre a evolução humana falando principalmente do &lt;em&gt;Homo erectus&lt;/em&gt; que tão logo ao seu surgimento começou a se expandir para outros continentes, tendo chegado ao Cáucaso (entre Europa e Ásia) por volta de 1,75 milhões de anos. Alguns autores acreditam segundo análises em crânios, em duas espécies distintas: Homo &lt;em&gt;ergaster&lt;/em&gt; (Ásia) e &lt;em&gt;Homo erectus&lt;/em&gt; (África). &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt2x2jPgBI/AAAAAAAAADQ/A7TJ0967DdA/s1600-h/homo+erectus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263431188341555218" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 240px; height: 320px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt2x2jPgBI/AAAAAAAAADQ/A7TJ0967DdA/s320/homo+erectus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por volta de 1,6 milhões de anos começaram a surgir ferramentas de pedra lascada mas sem uma concepção formal do objeto desejado. Indústria lítica conhecida como Acheulense e acredita-se que apenas depois dessa indústria o homem tenha saído da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 800 mil anos os primeiros grandes cérebros começaram a surgir. O autor sugere que poderiam ser todos reunidos em uma única espécie chamada: &lt;em&gt;Homo heidelbergensis&lt;/em&gt; (homem fisicamente moderno). Concretizam que datada em 400 mil anos, uma lança de madeira foi encontrada junto a esqueletos de cavalos pré-históricos na Alemanha, nos anos 1990. Ainda citam que por volta dos 250 mil anos desenvolveram uma técnica revolucionária no lascamento de pedras dando início a indústria lítica chamada &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt4HAWaifI/AAAAAAAAADY/xfYPZW-4Pis/s1600-h/heidelbergensis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263432651260987890" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 235px; height: 176px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt4HAWaifI/AAAAAAAAADY/xfYPZW-4Pis/s320/heidelbergensis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Musteriense e que essa indústria teve seu auge entre os Neandertais, que surgiram há 200 mil anos no Norte da Europa Ocidental. Segundo os autores, os &lt;em&gt;heidelbergensis&lt;/em&gt;, por volta dos 300 mil anos, passaram a apresentar uma morfologia craniana notável, faces para frente afastadas do neurocrânio, característica mais importante do crânio neandertal. Concluem que ao contrário do que se pensava os neandertais não possuíam nenhum tratamento ritual aos mortos, enterrando-os em covas rasas e mal elaboradas provavelmente por razões higiênicas ou evitando predadores, e que sua extinção (29 mil anos) &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt1kPjRkbI/AAAAAAAAADI/A_A0NbiPZWs/s1600-h/neander.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263429855022780850" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 295px; height: 320px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt1kPjRkbI/AAAAAAAAADI/A_A0NbiPZWs/s320/neander.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;coincidiu com a chegada e expansão do &lt;em&gt;Homo sapiens&lt;/em&gt; (homem comportamentalmente moderno - 45 mil anos) no Oriente Médio e na Europa por volta dos 40 mil anos. Daí em diante começam a tratar das teorias de expansão do homem pelos outros continentes e principalmente sua chegada à América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí então começa a discussão sobre o homem na América. Os Clovistas norte-americanos, por conta de seu egocentrismo inigualável, começam a disputar com os sul-americas as origens do homem na América. Esqueletos encontrados nos EUA datados com 11 mil anos provariam a chegada do homem à América. No entanto, aparece Luzia, um esqueleto datado com 11,5 mil anos no Brasil entre vários outros achados arqueológicos em sítios brasileiros, colombianos, argentinos entre outros. Estava então formada a disputa entre Arqueólogos da América do Sul contra os da América do Norte. A comunidade arqueológica e antropológica norte-americana, pelos seu dogmatismo, retardou assim por décadas o avanço do conhecimento sobre o assunto. Os autores ainda falam das dificuldades encontradas pela profissão, as várias pedras no caminho impostas pelos acadêmicos, ainda mais não sendo norte-americano, onde tradicionalmente encontra-se arqueólogos “mais competentes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1825, chegou no Rio de Janeiro, Peter Lund, o pai da arqueologia brasileira. Após ir e voltar da Europa, Lund chega à Minas Gerais, em 1834, junto ao botânico Ludwig Riedel, onde começam escavações. Durante a viagem, Lund foi informado das cavernas existentes em Lagoa Santa, ao sul de Curvelo, onde encontrava-se. Foi lá que Lund passou a encontrar vários fósseis de espécies já extintas. Notou que nas cavernas existia um padrão geral de sedimentação. No piso existia uma argila fina, abaixo uma capa estalagmítica não muito espessa, após uma argila vermelha que podia atingir alguns metros de profundidade que apresentava muitas ossadas fósseis. Em 1843 ocorreu um esvaziamento da Lagoa do Sumidouro e Lund pode revelar um verdadeiro baú de ossos encontrado numa gruta que ficava embaixo da água localizada no sopé de um maciço calcário que margeia parcialmente a lagoa. Então, após analisar os crânios e ossos ali encontrados, lançou a hipótese de que o homem teria surgido primeiro na América e depois migrado para a Ásia, onde teria dado origem às populações mongólica, procedendo do imperfeito para o mais perfeito. Após 10 anos de escavações e vários achados, Lund interrompeu suas escavações alegando através de uma carta para sua família que não tinha mais saúde nem condições financeiras para prosseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;100 anos após a chegada de Lund, começam novas escavações na região por Harold Walter entre outros membros da então formada Academia de Ciências de MG. Foram encontrados restos de animais pré-históricos junto ao esqueleto do então chamado “Homem de Confins”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt0GPNVHJI/AAAAAAAAACw/acQdU79YshI/s1600-h/Luzia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263428240023035026" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 237px; height: 315px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt0GPNVHJI/AAAAAAAAACw/acQdU79YshI/s320/Luzia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entre 1973 e 1976, a arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire concentrou escavações no abrigo de Lapa vermelha, conhecido como Lapa Vermelha IV. Após onze metros de escavação estava achado: O esqueleto de uma jovem do sexo feminino posteriormente denominado Luzia, por Walter Neves, e datado com idade aproximada de 11,5 mil anos. O que mais espanta em Luzia é sua aparência fenotípica com os Aborígenes Australianos, a grande questão é como ela teria chegado na América? Deste ponto em diante abre-se a discussão mundial da chegada destes povos aqui, visto que há 12 mil anos atrás não existia nenhum tipo de embarcação ou se existia, não seria capaz de atravessar o oceano e chegar até aqui. A derrocada do modelo norte-americano “Clovis-first” por Tom Dillehay após achados pré-Clóvis no Chile, fizeram com que Luzia ficasse famosa no mundo. Então Walter Neves fez um modelo cronológico de todos os achados de Lund em Lagoa Santa provando que Luzia não estava sozinha, destruindo assim os apedeutistas norte-americanos que tentavam derrubar Luzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao Capítulo 5, começa então uma análise geográfico-física do Carste de Lagoa Santa onde os autores explicam a formação da região, das cavernas ao longo de milhares de anos e como foram chegados e espalhados os fósseis entre suas estruturas explicando as prováveis atividades e costumes dos grupos forregeadores lá além de explicar também a probabilidade dos costumes e atividades da megafáuna (mastodontes, tigres dente-de-sabre, gliptodontes, toxodontes, preguiças e cavalos pré-históricos) encontrada nessa região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando continuidade à obra, os autores explicam todos os possíveis costumes do Povo de Luzia, baseando-se em outras populações pré-históricas e que existem até hoje, incluindo as atividades de outros primatas, sua alimentação, sua organização social, política e comportamental, seus cultos aos mortos entre outros aspectos. O projeto Origens vem possibilitando novas descobertas na região e prosseguindo a obra os autores explicam seus ideais pro futuro em Lagoa Santa. Por último eles mostram o que ainda encontra-se pendente sobre o povo de Luzia como suas origens continentais entre outros costumes do seu estilo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal idéia de escrever a obra, segundo os próprios autores, é divulgar o que está acontecendo no campo da arqueologia no Brasil, apresentar os principais sítios e o que vem sendo encontrado na nossa terra. Apetecer Jovens estudantes a juntar-se a eles nas pesquisas, não só em Lagoa Santa, mas em outros territórios do país para que possamos descobrir e saber cada vez mais sobre a origem da vida no planeta e a origem do homem. Com o povo de Luzia foram e são capazes de atingir esse principal objetivo pois o livro deixa o leitor com as mesmas “pulgas atrás da orelha” que os autores levantam ao longo da obra e permite que até possam formular algumas novas teorias que possam de repente ser válidas algum dia. Luzia agora luta para fazer parte da ciência mundial, a missão do livro que era apresenta-la aos seus conterrâneos (nós, brasileiros) está se cumprindo, a janela está aberta, agora basta entrarmos no assunto e explorá-lo cada vez mais até que todas dúvidas possíveis sejam esclarecidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bibliografia: NEVES, Walter A. &amp;amp; PILÓ, Luís B.&lt;em&gt; O Povo de Luzia&lt;/em&gt;. São Paulo - SP: Editora Globo. 2008.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-925080874398534634?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/925080874398534634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=925080874398534634' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/925080874398534634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/925080874398534634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/10/apreciao-crtica-da-obra-o-povo-de-luzia.html' title='Apreciação crítica da obra &quot;O Povo de Luzia&quot;'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SQt0tMETD2I/AAAAAAAAAC4/bxq377B3xa4/s72-c/povo+de+luzia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-2663512497079861093</id><published>2008-10-24T03:51:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T08:36:22.300-08:00</updated><title type='text'>O Essencial na Vida</title><content type='html'>Sólon, ao chegar em Sardes, século VI a.C. , é recebido por Creso que oferece-lhe o melhor aposento de seu Palácio Real e mostra-lhe todo seu tesouro e suas riquezas. Após mostrar tudo à Sólon, perguntou-lhe quem era o homem mais feliz que já havia visto, sabendo de sua enorme sabedoria e várias viagens por inúmeros países, achando que sua resposta seria óbviamente o próprio Creso. Sólon respondeu-lhe, sem disfarçar a verdade: “É Telo, de Atenas”. Sem esperar esta resposta, Creso perguntou-lhe: “Por que julgas Telo tão feliz?”. Sólon responde: “Porque residindo numa cidade florescente, teve dois lindos e virtuosos filhos, cada um lhe deu netos que viveram muitos anos e depois de usufruir uma considerável fortuna em relação às do nosso país, terminou seus dias de maneira admirável: num combate protegendo seu povo, Atenienses contra seus vizinhos Eleusis. Pôs em fuga os inimigos e pereceu gloriosamente. Os Atenienses ergueram-lhe um monumento por subscrição pública no próprio local onde fora sua morte e lhe atribuíram grandes honras”. Decepcionado com a resposta, Creso voltou a perguntar então, quem depois desse ateniense, considarava o mais feliz dos homens, dessa vez não duvidando de maneira alguma que o segundo lugar lhe pertenceria. Sólon responde: “Cléobis e Biton, eram Árgios e desfrutavam rendas de pecúlio honesto. Eram, por outro lado, tão fortes que haviam ambos conquistado prêmios nos jogos públicos. Conta-se sobre eles o seguinte caso: Os Árgios celebravam uma festa em honra à Juno. A mãe desses dois jovens tinha absoluta necessidade de ir ao templo num carro onde os bois tardavam a chegar do campo. Os rapazes, vendo o tempo passar, puseram-se eles mesmos sob a canga, puxando o carro no qual ia a mãe, conduzindo assim, numa distância de 40 estádios, até o templo da Deusa. Depois dessa bela ação, terminaram seus dias de maneira ditosa, pretendendo a divindade, com isso, mostrar que é mais vantajoso para o homem morrer do que viver: Os Árgios, reunidos em torno dos dois jovens, louvaram-lhes o procedimento, enquanto as mulheres felicitavam a sacerdotisa por possuir tais filhos. No auge de sua alegria e elogios, de pé junto à estátua, pediu a deusa que concedesse a Cléobis e Biton a maior felicidade que pode alcançar um mortal. Terminada a prece, os rapazes adormeceram no próprio templo, pra nunca mais despertar. Os Árgios ergueram estátuas para ambps e consagraram a Delfos como homens perfeitos”. Creso já impaciente e um tanto triste replicou à Sólon: “Ateniense, fazes tão pouco caso da minha felicidade, por que me julgas indigno de ser comparado com homens comuns?”. Sólon responde então à Creso: “Perguntais o que penso da vida humana. Em viagens pelo mundo, vemos e sofremos muitas coisas desagradáveis. Dou a um homem 70 anos como o mais longo tempo de vida. Entre 70 anos, não encontrareis um que não traga um acontecimento semelhante a outros. Possuis certamente riquezas consideráveis e reinais sobre um grande povo, mas não posso responder a vossa pergunta sem saber se terminareis os vossos dias na abundancia. O homem por ser cumulado de riquezas não quer dizer que seja superior àquele que possui apenas o necessário, a menos que a boa sorte o acompanhe e que, gozando de todas essas espécies de bens, materiais, termine venturosamente sua existência. Nada mais comum do que a infelicidade na riqueza e a felicidade na pobreza. Um homem imensamente rico e feliz tem apenas duas vantagens sobre o apenas feliz: O Homem rico está mais em condições de satisfazer seus desejos e suportar grandes perdas, mas se o outro não pode resistir a essas perdas, nem contentar os desejos, sua felicidade o põe a coberto de umas e de outros. Alias, admitindo que ele esteja no uso de todos os seus membros, goze de boa saúde, não sofra nenhum desgosto e seja feliz com os filhos, se a todas essas vantagens acrecentardes a de uma morte gloriosa, aí tereis o homem que procurais. Ele sim merece a classificação de feliz. De que vale ter todas as riquezas do mundo se não tiveres felicidade, intelecto e uma vida gloriosa.” Após esta resposta, visto que não havia dito nada de agradável à Creso, foi logo despedido de seu palácio. Provavelmente tratou-se de um homem possuidor de um apedeutismo incomensurável que, sem dar importância ao que lhe fora falado, queria que tudo se encarasse sempre o fim. Segundo Herôdotos, depois da partida de Sólon, a vingança dos deuses caiu de maneira terrível em cima de Creso, em punição por julgar-se o mais feliz dos homens. Creso teve dois filhos, um surdo-mudo e o outro foi morto, ainda muito jovem, antes de seu casamento, em uma caçada à um Javali, quando fora atingido não-intencionalmente com uma lança de metal por seu protetor, Adrasto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:78%;"&gt;Fonte de Pesquisa: HERÔDOTOS. &lt;em&gt;História. &lt;/em&gt;Brasília: Ed. UNB, 1982.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-2663512497079861093?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/2663512497079861093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=2663512497079861093' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/2663512497079861093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/2663512497079861093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/10/slon-ao-chegar-em-sardes-sec.html' title='O Essencial na Vida'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-2374103558272388804</id><published>2008-10-23T12:20:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T08:36:49.133-08:00</updated><title type='text'>Escravidão no Amapá</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Ministério do Trabalho no Amazonas apresentou ontem os resultados da operação realizada entre os dias 27 de setembro/2008 e 7 de outubro/2008, na divisa do Estado com o Acre e com Rondônia. A operação, que teve o objetivo de fiscalizar fazendas na região, resgatou 40 pessoas em estado de trabalho escravo. Entre os resgatados, estavam dois menores de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram vistoriadas três fazendas situadas ao longo da BR-364, que liga o Mato Grosso ao Acre. Nelas, segundo o relatório apresentado pela Superintendência Regional do Trabalho, os trabalhadores viviam "em condições degradantes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhadores estavam alojados em barracos cobertos de lona, sem instalações sanitárias. Em uma das fazendas fiscalizadas, havia um projeto de manejo florestal licenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A operação foi acompanhada pelo Ministério Público do Trabalho no Amazonas, que abriu ação contra os proprietários, além de determinar a rescisão contratual de todos os trabalhadores que não tinham a carteira do trabalho assinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, foram pagos mais de R$ 155 mil de indenização. Os fiscais também expediram 75 autos de infração a funcionários das três fazendas. Cada trabalhador recebeu uma quantia por danos morais, além do seguro desemprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O perfil comum é trabalhador com baixa instrução escolar que é aliciado na cidade e levado para o interior", disse o chefe de fiscalização da superintendência, Edson Rebouças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O procurador-chefe do Ministério Público, Audaliphal Hildebrando, informou que os trabalhadores não tinham condições de se livrar da situação de escravidão, uma vez que todos os mantimentos usados nos acampamentos e os próprios instrumentos de trabalho eram vendidos pelos donos das propriedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles receberiam um salário-mínimo, mas nunca viam a cor do dinheiro porque sempre ficavam mais endividados", explicou o superintendente Dermílson Chagas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3277878-EI306,00-AM+sao+encontrados+em+situacao+de+escravidao.html&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inaceitável que em pleno século XXI ainda exista tiranos que escravizam pessoas e crianças. Desde 1888, com a abolição da escravidão, não se ve mais escravos oficiais no Brasil, repito: oficiais, no entanto, na região norte, noroeste e nordeste, principalmente, existiram  ao longo desses 120 anos e ainda existem inumeras fazendas com trabalhadores escravos. Sim, 120 anos depois ainda existem escravos no Brasil, é vergonhoso esse tipo de situação num país que é uma potência no cenário mundial e está se tornando de primeiro mundo. Ainda bem que desta vez a justiça não falhou, mas 155 mil pra 40 pessoas, foi uma indenização muito amigável para com os Escravistas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-2374103558272388804?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/2374103558272388804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=2374103558272388804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/2374103558272388804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/2374103558272388804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/10/escravido-no-amap.html' title='Escravidão no Amapá'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-8897359273947066592</id><published>2008-10-16T20:40:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T08:37:07.408-08:00</updated><title type='text'>VEYNE, Paul Marie</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q9nOHz4RWz8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q9nOHz4RWz8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Veyne, nascido em 13 de junho de 1930 em Aix-en-Provence, é um arqueólogo e historiador francês, e um especialista em Roma Antiga. Um antigo aluno da École Normale Supérieure e membro da École Française de Roma, agora ele é professor honorário no Collège de France.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde um simples pano de fundo, que ele descreveu como "sem cultura", Veyne descobriu a arqueologia e história por acaso, com oito anos, achou um pedaço de uma ânfora em um sítio celta junto à aldeia de Cavaillon. Ele desenvolveu um interesse particular na civilização romana, já que foi a mais conhecida no meio onde cresceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família mudou-se para Lille, ele estudou assiduamente as coleções romanas do museu arqueológico de lá, onde recebeu orientação do curador. Ele sustenta que o seu interesse em gregos e romanos não resulta de qualquer impulso humanista específico ou de qualquer admiração, mas apenas a partir de sua descoberta quando criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo chegado a Paris para sua khâgne, ele teve um súbito momento de despertar político em frente ao baixo-relevo que celebra a libertação da cidade, na parte inferior do Boulevard St. Michel, e aderiu ao Partido Comunista da França. Ele deixou o partido quatro anos depois, sem nunca ter tido uma verdadeira convicção política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o mau tratamento dos argelinos às mãos dos coloniais revoltaram-no em mesma proporção para as atrocidades dos nazistas. Mais uma vez, no entanto, o seu choque não foi nem social, nem político, mas sim moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Veyne estudou na École Normale Supérieure de Paris 1951-55. Ele foi membro da École Française de Roma 1955-1957, no qual ele terminou em Aix-en-Provence como um professor da Université de Provence. Foi em seus anos de Aix que ele publicou o seu comentário provocador sobre escrito l'histoire ("Como se escreve a história", em português), um ensaio na epistemologia da história. No momento em que a tendência dominante na historiografia francesa favoreceu os métodos quantitativos, Veyne disse que a história pode ser declarada como um "verdadeiro conto". Através de seu ensaio ele se tornou um representante com interesse na narrativa de aspectos científicos da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua monografia sobre euergetism em 1975 (Le pain et le cirque), no entanto, demonstrou que Veyne, do conceito de narrativa, assim difere do seu uso comum, e que suas divergências com o "hegemônic Annales school" foi menor do que aquilo que parecia ser o caso em 1970. O livro é um estudo abrangente da prática de presente-presentear, na tradição de Marcel Mauss, mais de acordo com a "antropologicação" influenciando "histoire des Mentalités" da terceira geração do que "annalistes" o modelo da antiga história narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veyne, em 1975, entrou para o Collège de France, graças ao apoio de Raymond Aron, que havia sido abandonado pelo seu ex-herdeiro Pierre Bourdieu. No entanto, Veyne, ao não citar o nome de Aron, na sua palestra inaugural, despertaram o seu desagrado, e de acordo com Veyne, ele foi perseguido por Aron desde que este sinal da sua ingratidão foi percebido. Veyne ali permaneceu de 1975 a 1999 como titular da cadeira de história romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1978, a redação epistemológica de Veyne foi reeditada em Tandem com um novo ensaio sobre Michel Foucault como um historiador, "Foucault révolutionne l'histoire". Na redação, Veyne afastou-se da insistência sobre a história como narrativa, focado sobre a forma como a obra de Foucault constituiu uma grande mudança no pensamento histórico. A essência da 'revolução Foucauldiana' foi, de acordo com Veyne, uma mudança de atenção por parte dos «objectos» de «práticas», para destacar a forma como os objetos foram levados para epistemológica, em vez de ser os próprios objetos. Com este ensaio Veyne estabeleceu-se como uma importante intérprete e idiossincrático do seu colega. A relação entre o historiador de antiguidades também influenciou o filósofo Foucault's virar-se para com a sua antiguidade, o segundo volume da "História da Sexualidade". Veyne, em 2008 publicou um livro completo sobre Foucault, retífica de alguns dos temas de sua redação de 1978, expandindo-a para um retrato intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Veyne agora vive em Bédoin, em Vaucluse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Comment on écrit l'histoire : essai d'épistémologie, Le Seuil, 1970.&lt;br /&gt;- Le pain et le cirque, Le Seuil, 1976.&lt;br /&gt;- L'inventaire des différences, Le Seuil, 1976.&lt;br /&gt;- Les Grecs ont-ils cru à leurs mythes ?, Le Seuil, 1983.&lt;br /&gt;- L'élégie érotique romaine, Le Seuil, 1983.&lt;br /&gt;- Histoire de la vie privée, vol. I, Le Seuil, 1987.&lt;br /&gt;- René Char en ses poèmes, Gallimard, 1990.&lt;br /&gt;- La société romaine, Le Seuil, 1991.&lt;br /&gt;- Sénèque, Entretiens, Lettres à Lucilius, revised translation, introduction and notes, Laffont, 1993.&lt;br /&gt;- Le quotidien et l'intéressant, conversations with Catherine Darbo-Peschanski, Hachette, 1995.&lt;br /&gt;- Les mystères du gynécée, in collaboration with F. Frontisi-Ducroux and F. Lissarrague, Gallimard, 1998.&lt;br /&gt;- Sexe et pouvoir à Rome, Tallandier, 2005.&lt;br /&gt;- L'empire gréco-romain, Le Seuil, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;FONTE: pt.wikipedia.org/wiki/paul_marie_veyne&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-8897359273947066592?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/8897359273947066592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=8897359273947066592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/8897359273947066592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/8897359273947066592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/10/veyne-paul-marie.html' title='VEYNE, Paul Marie'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-1835556979232503866</id><published>2008-10-16T12:06:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T08:37:26.698-08:00</updated><title type='text'>As Armas do Senhor</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0Wk-KupHQRA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0Wk-KupHQRA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim não é possível? Eu não acredito que se juntarmos os que são a favor e nós que somos contra toda essa corja de líderes que fazem guerras, fabricantes e vendedores de material bélico, soldados sanguinários, não sejamos capazes de derrubá-los. É simplesmente um absurdo vermos esse mega comércio mundial de armas e guerras, cada vez crescente, estes líderes que usam delas sua principal carta pra se manter no poder. Como ficarmos quietos? Somos a grande maioria, como vermos massacres, pessoas morrendo, crianças em campos de batalha com armas que pesam metade de seus corpos atirando em outras crianças na mesma situação. O que está havendo conosco, seres humanos... Não somos seres racionais? Então porque toda essa brutalidade por egoísmo de certas partes? Temos que derrubar estes malditos que não tem amor ao próximo. Vemos que eles são todos cúmplices e usam a população pra lutar entre si enquanto eles estão sentados absolvendo os culpados e prendendo inocentes. Se sabemos que existe tanta “falcatrua” por que não nos revoltamos? Queremos que um dia nós estejamos lá no meio dos massacrados? Cada vez mais esse número aumenta e aumenta. 550 milhões de armas circulando pelo mundo, isso é simplesmente um absurdo! Sabemos quem são todos eles, todos os que fazem essa máquina do demônio funcionar, por que não fazemos algo pra mudar isso? O que ta acontecendo contigo que está lendo este texto e acha que não é capaz de mudar? Como tu não és capaz? Te junta com todos os outros que julgas não serem capazes e mostra pros que armam todo esse absurdo de caráter mundial e vejamos o que é maior: quem tem mais poder ou quem é maioria?! Se o tal do Deus que todo mundo idolatra existe mesmo, tu realmente achas que ele não vai estar do nosso lado? Guerras não têm que ser feitas na base da pólvora, mas sim na base da conversa inteligente, do diálogo racional. Somos seres extremamente capazes de pensar, por que partir para a brutalidade como animais insaciáveis? Como ver pessoas inocentes sendo massacradas e torturadas até a morte e achar que não podes fazer nada? Se tu não tremes de indignação ao ver este tipo de coisa, essas injustiças que ocorrem, tu és um animal, um ignorante irracional igual a todos esses otários que eu citei anteriormente! Isso tudo é um jogo onde os jogadores são os líderes do Universo e nós somos as peças. Eu não quero mais ser uma peça e não admitirei mais que outros que se julgam inúteis sejam peças que são descartadas a todo momento. Se somos capazes de indignarmos com ladrões de galinhas ou lincharmos um homem que matou a filha, por que não somos capazes de quebrar essa corrente do mal que afeta o mundo todo? Eu acho que ta na hora, de todos que são contra tudo isso, colocarem a mão na cabeça e começar a pensar numa maneira de acabar com todo esse mau que estraga o mundo onde vivemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-1835556979232503866?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/1835556979232503866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=1835556979232503866' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/1835556979232503866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/1835556979232503866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/10/as-armas-do-senhor.html' title='As Armas do Senhor'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-2006428980802455401</id><published>2008-10-14T14:33:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T08:37:58.895-08:00</updated><title type='text'>O Retardamento da Evolução Biológica</title><content type='html'>As descobertas envolvendo a semelhança física entre seres vivos, tem propiciado a cura de várias doenças tanto em nós, homens, como em outros animais. Devemos abrir mão de experiências laboratoriais com seres vivos por conceitos éticos? Acredito que sem dúvidas isto acarretaria uma estagnação científica o que impossibilitaria o aperfeiçoamento da Biologia ou a solução para diversas enfermidades.&lt;br /&gt;Esta oposição ética se da, em grande parte, a religião que cada vez mais vem sendo desmascarada pela ciência como, por exemplo, a origem do universo ou a origem do homem. Os crentes religiosos influem muito ainda na vida das pessoas e desta forma fazem com que elas sejam contrárias ao que possa ocasionar o fim destas entidades religiosas que dependem tanto de suas "crenças" para que possam continuar existindo.&lt;br /&gt;Além da cura de doenças e evolução da Biologia, os estudos com animais em laboratórios podem também ajudar a evitar que várias espécies, ameaçadas de extinção, sumam de vez. Estudando-as somos capazes de saber a causa de suas mortes, o adequado habitat para cada uma, sem falar na ajuda a sua reprodução, como é o caso dos Ursos Panda que por falta de apetite sexual estão tendo uma taxa de mortalidade maior que a de natalidade.&lt;br /&gt;Portanto, devemos sim continuar com as pesquisas e observações científicas usando animais para que possamos conhecer melhor nosso planeta e os seres que nele vivem, além claro, de evitar fatalidades ocorrentes em nós animais, deixando de lado toda esta teoria religiosa que nos atrasou tanto ao longo da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Autor: Ivan Cesar dos Santos Pinheiro&lt;br /&gt;Redação na FFFCMPA vestibular de verão 2008&lt;br /&gt;Tema: Pode ou deve a ciência, abrir mão de experiências com animais em laboratório por princípios éticos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-2006428980802455401?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/2006428980802455401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=2006428980802455401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/2006428980802455401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/2006428980802455401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/10/o-retardamento-da-evoluo-biolgica.html' title='O Retardamento da Evolução Biológica'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-6595675920009311274</id><published>2008-10-08T16:41:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T17:52:29.446-07:00</updated><title type='text'>História da Arqueologia Pré-Histórica</title><content type='html'>A Pré-História, também conhecida como fase do "comunismo primitivo", foi o primeiro estágio cultural do homem com instrumentos fabricados por ele há cerca de 1 milhão de anos. O seu fim data-se com o surgimento dos primeiros estados, civilizações e da escrita, por volta de 3200 a.C. Por não existir documentos escritos da evolução humana anteriores a invenção da escrita, o estudo depende de restos humanos, utensílios e objetos, analisados por arqueólogos, antropólogs, entre outros cientistas, para que possamos determinar costumes e culturas da época.&lt;br /&gt;    O trabalho de Christian Jürgensen Thomsem, no século XVIII, foi o marco da Arqueologia Pré-Histórica. Ele desenvolveu uma poderosa técnica de classificação cronológica através de análises em artefatos. Seu patriotismo foi um dos principais motivos para começar seus estudos como muitos antiquários da época. Em 1816, a Comissão Real Dinamarquesa convidou Thomsem para fazer o catálogo da coleção de antiguidades para exibição. Foi então que Thomsem decidiu dividir a coleção em 3 classificações cronológicas, subdividando a Pré-História em Idade da Pedra, Idade do Bronze e Idade do Ferro.&lt;br /&gt;    Sven Nilsson, ao contrário de Thomsem, se interessou no desenvolvimento das economias de subsistência e não somente na tecnologia. Para ele o crescimento populacional era o fator que transformou os caçadores-coletores do Paleolítico em pastores num primeiro momento, depois agricultores do então Neolítico.&lt;br /&gt;    Outra contribuição influente na Arqueologia escandinava foi Jens Worsaae. Foi o primeiro arqueólogo profissional especializado em Pré-História. Seu treinamento foi trabalhar como voluntário junto a Thomsem. Suas escavações confirmaram a cronologia de Thomsem. Seu estudo sobre vestígios Vikings na Bretanha e Irlanda mostrou que a classificação de Thomsem era aplicável em toda a Europa.&lt;br /&gt;    Na Europa e América do Norte (EUA foi o único país não europeu a desenvolver uma tradição de pesquisas arqueológicas indígenas antes do século XIX) a relação entre Arqueologia Pré-Histórica e Etnologia eram ligadas e as idéias iluministas, base desta ligação, foram cada vez mais modificadas ou até abandonadas.&lt;br /&gt;    O racionalismo iluminista deu lugar ao conservadorismo favorecendo o racismo étnico cultural. James Pritchard acreditava que quanto mais civilizados os povos tornavam-se, mais igualavam-se aos europeus. Grupos primitivos tinham pele escura e os civilizados eram progressivamente mais claros.&lt;br /&gt;    John Lubbock incorporou uma visão Darwinista à Arqueologia Pré-Histórica. Sustentou que em sociedades primitivas contemporâneas iluminam o comportamento dos seres humanos pré-históricos. Fez-se assim uma série de apontamentos esquemáticos a respeito de sociedades tribais modernas (aborigenes australianos, hotentotes, vedas, ilhéus andameneses, tasmanianos, fijianos, maoris, taitianos, tongas, esquimós, índios norte-americanos, índios paraguaios, patagônios e fueguinos). A idéia racista de Lubbock reforçou a interpretação arqueológica dos EUA.&lt;br /&gt;    Visões como a de Pritchard relacionam os descobrimentos Arqueológicos com algumas idéias Imperialistas, caso do racismo étnico, cultural e religioso. O egocentrismo de nações imperialistas fortaleciam e fortalecem, ainda hoje, idéias como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;     TRIGGER, Bruce. &lt;em&gt;História do pensamento arqueológico. &lt;/em&gt;São Paulo: Odysseus Editora, 2004.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-6595675920009311274?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/6595675920009311274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=6595675920009311274' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/6595675920009311274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/6595675920009311274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/10/histria-da-arqueologia-pr-histrica.html' title='História da Arqueologia Pré-Histórica'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-3163082204075910666</id><published>2008-10-02T11:54:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T08:38:39.409-08:00</updated><title type='text'>A Figura do Brasileiro</title><content type='html'>Redação - UFRGS - vestibular 2008, Tema: Escolher uma ou mais personagens da Literatura Brasileira que julgues representativo da brasilidade, determinar como e por que elas representam este ou aquele traço de um brasileiro típico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No Brasil é possível encontrar pessoas vindas de todos os lugares do mundo com culturas, origens, gastronomias, etnias e comportamentos completamente diferentes, caracterizando um país de vários gostos e tipos de gente, porém, todos encaixados no “jeitinho” brasileiro de ser.&lt;br /&gt;Não há como citar o nome do nosso país sem lembrar das maravilhosas mulheres brasileiras que já conquistaram o mundo. Como não lembrar da linda “Garota de Ipanema”, de Vinicius de Moraes? Àquela mulher típica brasileira, bonita, sensual, com um doce caminhar e com o corpo dourado do sol em uma de nossas maravilhosas praias, típicas deste país tropical e coberto de belezas naturais onde vivemos.&lt;br /&gt;Por outro lado, temos a figura masculina brasileira, podendo citar o “Malandro” de Chico Buarque, figura facilmente encontrada nas noites de qualquer cidade do país, sempre nas rodas de samba com os amigos e admirando às mulheres que ali passam. Durante o dia vive na luta pela sobrevivência, batalhando algum trocado, mas sem jamais perder o samba no pé.&lt;br /&gt;Poderíamos citar outras inúmeras personagens ilustres, famosas na Literatura brasileira, que caracterizam o povo sem deixar nada a desejar, como infelizmente não é possível, seria correto dizer: brasileiro é um povo alegre, simpático e marcado por muita luta e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: &lt;strong&gt;Ivan Cesar dos Santos Pinheiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-3163082204075910666?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/3163082204075910666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=3163082204075910666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/3163082204075910666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/3163082204075910666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/10/brasileiros-exemplificados-por.html' title='A Figura do Brasileiro'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-9078005946855924863</id><published>2008-10-01T05:11:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T08:38:52.543-08:00</updated><title type='text'>Lei Seca</title><content type='html'>Nos últimos meses gerou uma grande discussão em torno desta Lei que reforça o policiamento no trânsito, principalmente para deter motoristas que estão embriagados. Fato que aos poucos vem diminuindo acidentes, até então numericamente alarmantes, e devolvendo a confiança que andar num automóvel é mais seguro.&lt;br /&gt;A questão é: Estamos realmente conscientizando nossos motoristas de que dirigir alcoolizado é perigoso ou eles estão apenas querendo evitar multas que tem um valor um tanto “salgado” para este tipo de infração? Será que estamos fazendo a coisa correta no aspecto de só reforçar a fiscalização e não tomar outras atitudes que possam levar estes indivíduos a pararem para pensar que direção e bebidas não combinam? Creio que deveríamos tomar outras séries de providências com relação a este sentido, e não só colocar fotos de carros estraçalhados em cima de um poste com pessoas esquartejadas dentro dele em rótulos de bebidas alcoólicas, como fazemos parecido nas carteiras de cigarro, tem que ser assim para estes “homens esponja” entenderem as coisas como racionais e não acharem que dirigem perfeitamente bem ou melhor quando estão alcoolizados, sabendo que podem vir a tirar sua vida ou a de outras pessoas inocentes. O certo seria, sei que me condenarão por este trecho, proibir a venda de bebidas alcoólicas em festas, bares e principalmente em Postos de Gasolina. “Mas Ivan, é impossível reter totalmente a venda de bebidas!” – Eu sei, mas de qualquer forma ajudaria, com certeza, a diminuir mais acidentes.&lt;br /&gt;Doravante coloca a mão na cabeça antes de sair de casa de carro sabendo que vais consumir álcool, vai à pé que tu não te arrepende e quem ta na rua agradece! É amigo, fazer festa, dirigir e ir pra casa de carro combinados com Álcool pode ser mais perigoso do que tu pensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu parei de beber há 2 anos! hehehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE BEBER NÃO DIRIJA!&lt;br /&gt;SE BEBER E FOR DIRIGIR, me avisa para eu não sair na rua!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-9078005946855924863?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/9078005946855924863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=9078005946855924863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/9078005946855924863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/9078005946855924863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/10/lei-seca.html' title='Lei Seca'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-444388175839961440</id><published>2008-09-24T16:37:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T16:41:49.170-07:00</updated><title type='text'>Arquivo Histórico - Porto Alegre e o Viaduto Octávio Rocha.</title><content type='html'>Após habitação dos Jesuítas espanhóis em 1627, a tomada da região pelos Portugueses, em 1680, e a fundação primeiramente da colônia do Sacramento em 1687 e posteriormente denominada Capitania da Barra do Rio Grande de São Pedro em 1737, foi dado o nome, ao então Porto de Viamão, de Porto de Dorneles em 1740. A então vila formou-se com a chegada de casais açorianos portugueses em 1752. Anteriormente a região era habitada por índios Guaranis, no século XVII, Jerônimo de Ornellas Menezes e Vasconcelos estabeleceu um pequeno sítio na beira da Lagoa de Viamão, em 1732. O então nome Porto Alegre só fixou-se em 1773, depois de ser chamado de Porto de São Francisco dos Casais (1772), quando o governador José Figueiredo transferiu a capital de Viamão para Porto Alegre. A região virou também área militar, foram construídas ruas estreitas com aspecto de labirinto para reforçar a defesa. Construíram Paliçadas de madeira no outro lado do Rio, próximo ao Hospital Santa Casa que fora construído em 1803. Em 1808, o então príncipe Dom João elevou Porto Alegre à categoria de Vila. Em novembro de 1822 foi elevada a categoria de Cidade pelo Imperador Dom Pedro I. Já na Revolução Farroupilha, em 1835, a capital foi tomada pelos imperiais, sendo adotada como capital pelos Farroupilhas a cidade de Piratini. Só voltaria a urbanização e normalização da cidade em 1845. Os municípios na época eram governados pela Câmara Municipal até 1889, quando foi proclamada a República, onde passou a ser governada por um Conselho Municipal e o Executivo passou a ser responsabilidade do Intendente que decidia tudo dentro da cidade. Nesta época foi construído o Paço Municipal (1891 - 1901) que é considerado uma obra de arte da arquitetura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significados dos símbolos apresentados no Brasão da cidade:&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SNrPyL4vp9I/AAAAAAAAACg/05aUBPpS4Go/s1600-h/Bras%C3%A3o+POA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249736776744937426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SNrPyL4vp9I/AAAAAAAAACg/05aUBPpS4Go/s320/Bras%C3%A3o+POA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cruz: Origem Cristã.&lt;br /&gt;Portão: Era o portão colonial da cidade, onde ficava a entrada. Foi construído em 1773.&lt;br /&gt;Caravela: Recorda a Caravela que trouxe os primeiros açorianos pra região.&lt;br /&gt;Coroa Mural de Ouro: Significa capital, cidade grande.&lt;br /&gt;Listel de Gole: Recorda o heroísmo dos gaúchos em lutas políticas e sociais em letras de prata.&lt;br /&gt;Conjunto de Esmaltes e Metais: Relembra as cores das bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul. O ouro é o símbolo de fidelidade. O azul é o céu sereno do Rio Grande do Sul. O verde, as águas mansas do Guaíba e também as campinas verdejantes do sagrado solo gaúcho. O vermelho significa a fé e o amor. A prata, a seriedade e o caráter nobre e altivo de nossa gente.&lt;br /&gt;Leal e valerosa cidade de Porto Alegre: Relembra o título dado pelo Imperador Dom Pedro II, "Muy Leal e valerosa", pela sua capacidade defensiva que ajudou os imperiais a manter aquela região em seu poder durante a Revolução Farroupilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Viaduto: Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introduzida resumidamente a origem da capital gaúcha, o Viaduto Octávio Rocha é a Imagem da cidade escolhida. Foi escolhido porque em março de 2006, quando me mudei para Porto Alegre, para viver uma vida totalmente diferente da que eu tinha no interior, Bagé mais especificadamente, onde eu apenas estudava e era dependente de meus pais. Em Porto Alegre, aos 17 anos, tive que aprender a "andar com minhas próprias pernas", começar a estudar sozinho, trabalhar e me sustentar, visto que queria adquirir minha independência naquele momento. Foi o que consegui. Com esforço do meu trabalho, fui montando meu apartamento aos poucos, eu precisava fazer aquilo para uma satisfação pessoal. Morava na Rua Demétrio Ribeiro, há uma quadra do Viaduto, por lá passava todos os dias ao ir para o trabalho, observando aquela estrutura gigantesca, antiga e muito bela, muitas vezes comparada às estruturas existentes na cidade de Nova Iorque pela população que sempre dizia que "Porto Alegre era a Nova Iorque Brasileira", mas infelizmente toda pichada com protestos, declarações de amor, mensagens de pedofilia, discussões escritas em suas paredes por policiais e vândalos, entre outras várias citações que estão lá. Como não citar também no viaduto os vários pássaros que na parte interior da estrutura se abrigam à noite e formam seus ninhos. A sua escadaria, que da acesso à rua Duque de Caxias, que passa por cima, é uma linda estrutura, com degraus curtos que ao subires, nem sentes, seria prazeroso se não houvesse tantos mendigos que ali fazem suas necessidades e em cima delas dormem, sem nem ter o mínimo de desgosto. A vista lá de cima é incrível, ao olhares no parapeito, decorados com uma bela balaustrada, como se estivesses na sacada de sua casa, alguns inventaram de se atirar lá de cima cometendo suicídio, é possível ver de um lado a Avenida Borges de Medeiros indo em direção à zona sul, com o largo dos açorianos e os vários prédios de órgãos Estaduais e Federais que têm uma arquitetura fantástica, do outro lado é possível ver a mesma avenida indo em direção ao Mercado Público, construído em 1875, à beira do Rio Guaíba, ambos os lados parecem um "formigueiro humano" de dia e um deserto ecoante à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História do Viaduto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otávio Rocha, que da nome ao viaduto (apesar de na placa estar Octávio Rocha), era o intendente da cidade de Porto Alegre em 1914. Ele via a necessidade de fazer uma avenida que ligasse o centro às zonas Leste e Sul (praias) da capital. Na época havia um morro que impedia este acesso, conhecido como "Morrinho", e por cima passava a rua Duque de Caxias. Rocha decidiu então escavar o morro e ali construir a Avenida Borges de Medeiros, em 1926, Porém a Rua Duque de Caxias acabou sendo obstruída. Vista a necessária continuidade da Duque de Caxias, que era muito importante, liga o Centro à Zona Norte, decidiram construir o viaduto Otávio Rocha, em homenagem ao governante, uma passagem de nível em concreto armado. Ele foi projetado pelos engenheiros Manoel Itaquy e Duílio Bernardi e o projeto executado pela empresa alemã Dyckerhoff e Weidmann, entre 1928 e 1932. Com três vãos e quatro rampas de acesso para pedestres. No centro, ao nível da avenida, existem dois pórticos transversais com dois grandes nichos, onde há grupos escultóricos criados por Alfred Adloff, que foi um dos mais importantes escultores-decoradores em Porto Alegre, nascido na Alemanha em 1874, chegou ao Brasil em 1913, antes de vir recebeu diversos prêmios por seus trabalhos e já era muito respeitado mundialmente quando foi contratado para trabalhar na oficina de João Friedrichs, pra quem executou maior parte de suas obras. O viaduto é revestido com reboco de pó de granito, cor cinza, dando um aspecto de pedra aparelhada, os passeios são de revestidos de mosaico de cimento. Possui 34 lojas, 17 em cada um dos lados do viaduto, sendo elas lotéricas, sebos de discos e livros, lancherias, floriculturas entre outros. Há poucos anos havia camelôs em por todo viaduto mas com a construção do camelódromo na Dr.Flores esquina com Voluntários da Pátria. Suas características arquitetônicas lindas, bem como sua relevância sócio-cultural, levaram o município a inscrevê-lo no Livro Tombo sob o número 26, em 31 de outubro de 1988. Entre 2000 e 2001 foi completamente recuperado, e com a reforma todas as 36 lojas foram revitalizadas, ganhando novos pisos, esquadrias e instalações elétrica, hidráulica e telefônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvidas é um marco na Arquitetura do estado, algo inovador, com um estilo Europeu, mas símbolo dos Gaúchos Porto-Alegrenses e orgulho do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Fontes de pesquisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smic/default.php?p_secao=143&lt;br /&gt;http://www2.portoalegre.rs.gov.br/infocidade/default.php?p_secao=21&lt;br /&gt;http://www.terragaucha.com.br/viaduto_o_rocha.htm&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Viaduto_Ot%C3%A1vio_Rocha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Adloff"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Adloff&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-444388175839961440?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/444388175839961440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=444388175839961440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/444388175839961440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/444388175839961440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/09/arquivo-histrico-porto-alegre-e-o.html' title='Arquivo Histórico - Porto Alegre e o Viaduto Octávio Rocha.'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/SNrPyL4vp9I/AAAAAAAAACg/05aUBPpS4Go/s72-c/Bras%C3%A3o+POA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-8253122172767381089</id><published>2008-09-23T23:56:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T13:52:19.038-07:00</updated><title type='text'>Época de eleições, é sempre bom lembrar...</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8Wd39wZzJ_w&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8Wd39wZzJ_w&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos num país onde ainda há pobreza, há miséria, há uma juventude sem cultura e estamos expostos a todo tipo de violência nas ruas e dentro de casa. Um país onde instituições de cunho popular, que se julgam de boa fé, roubam descaradamente o dinheiro das pessoas menos favorecidas e com problemas, se aproveitando de sua ignorância, inocência e ingenuidade dizendo absurdos e até usando crianças para fazer lavagem cerebral. Um país onde entra na Política, em sua grande maioria, Malandros que querem ganhar a vida sem trabalhar pesado, que não pensam na população, apenas no seu próprio umbigo. País onde estes ganham mais que qualquer um e que ao invés de aprovar leis e ementas que aumentem à renda ou proporcione benefícios a população, votam para que seus salários (milionários) aumentem mais ainda as custas única e exclusivamente do povo que soa para ganhar um salário mínimo que mal chega aos R$ 500, o que serve de troco perto do dinheiro que estes respectivos "Políticos" ganham e ainda usam os benefícios que o governo lhes proporciona para usos necessários do cargo, como cartões de crédito, passagens aéreas, entre outros, em seu próprio benefício. País onde os professores, que são a base para conscientização e educação dos jovens, ganham menos que os com rostinhos lindos que jamais pegaram um livro para ler ou os malandros, anteriormente citados. Um país onde a população paga, para uma emissora de TV, que os manipula e os induz a ignorância, milhões de reais em apenas uma noite para escolher um Babaca a deixar a casa dos 14 babacões, mas na hora de escolher uma pessoa para assumir o poder, ver, pesquisar e ler sobre os candidatos tentando achar um que seja realmente honesto e preocupado com a situação do povo, acham chato ou têm preguiça, inclusive, de ir até a urna e poucos se preocupam com quem vai ganhar, depois, a grande maioria nunca lembra em quem votou na eleição passada, recolocando no poder os mesmos vagabundos que nos anos anteriores os roubaram e foram colocados para fora do poder a força. Um país onde temos o exército mais bem treinado do mundo mas que não combate o crime e não invade os morros para exterminar o tráfico porque aqueles políticos, sem-vergonhas, estão metidos no meio do sistema e não é interessante para eles acabar com este, que os enriquece cada vez mais. Um país onde os que vivem na superfície, são sustentados pelos menos favorecidos, incentivam e financiam o tráfico e o crime agravando o problema! Posso ficar o dia falando problemas e mais problemas... Mas onde de fato quero chegar? Quero apenas que as pessoas, e principalmente os Jovens, tenham noção de que somente eles podem mudar essas barbaridades que ocorrem aqui, nesse país repleto de belezas naturais. SOMENTE NÓS PODEMOS MUDAR tudo isso que nos assola! O Feudalismo já terminou há séculos, no entanto, ainda vivemos em um sistema muito parecido onde alguns trabalham por outros e a renda é totalmente mal distribuída.&lt;br /&gt;Façamos por nós mesmos, há tantos assuntos em pauta a serem discutidos, sejamos capazes de discuti-los de uma forma inteligente. Vamos estudar, vamos ler, vamos nos interar do que acontece na nossa volta, vamos ajudar o mais próximo, necessitado e conscientizá-lo de que ele também é capaz, que isso deve mudar. Façamos revoluções para modificar o que está errado, somente assim todos poderão viver bem, sem dificuldades, em paz e numa sociedade justa e harmônica. Somos um país rico, basta todos fazerem sua parte para que não haja mais essas dificuldades que denigrem nossa imagem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-8253122172767381089?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/8253122172767381089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=8253122172767381089' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/8253122172767381089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/8253122172767381089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/09/poca-de-eleies-sempre-bom-lembrar.html' title='Época de eleições, é sempre bom lembrar...'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. S.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16970806913482839570</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1AylpMDvs2Y/Sq1lkk_5agI/AAAAAAAAAIQ/FaG_VOtTdM4/S220/mew.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4329233622211859450.post-9212504438660525044</id><published>2008-09-23T22:14:00.001-07:00</published><updated>2009-08-05T09:24:22.804-07:00</updated><title type='text'>Bem-Vindos</title><content type='html'>Bem vindos ao meu blog, espero que gostem. Aqui trataremos de assuntos diversos como História, Arqueologia, Política, Economia, Música, Teatro, Esportes, Artes, entre vários outros assuntos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4329233622211859450-9212504438660525044?l=blogdoivanpinheiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/feeds/9212504438660525044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4329233622211859450&amp;postID=9212504438660525044' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/9212504438660525044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4329233622211859450/posts/default/9212504438660525044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdoivanpinheiro.blogspot.com/2008/09/bem-vindos.html' title='Bem-Vindos'/><author><name>PINHEIRO, Ivan C. 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